Ainda hoje a Figueira da Foz paga a conta

Ainda hoje a Figueira da Foz paga a conta
Marco Alves 23 de maio

Pedro Santana Lopes quer voltar ao lugar onde foi feliz, mas na cidade há muita gente que se lembra das dívidas, que subiram 347% em três anos de mandato

Como o País está há mais de um ano familiarizado com picos, curvas, vagas e planaltos, é fácil visualizar o gráfico que ilustra a evolução da dívida da Câmara Municipal da Figueira da Foz nas últimas duas décadas: uma subida exponencial entre 1998 e 2005, seguida de um achatamento da curva até 2009 e depois uma lenta descida até hoje.

Esse gráfico traduz-se em números. Quando Santana Lopes começou o mandato na Figueira da Foz (no início de 1998, algumas semanas depois das eleições, que ocorreram em dezembro de 1997), a dívida da autarquia era de pouco mais de €9 milhões. Quando Santana Lopes saiu, no final de 2001 (para ir concorrer à Câmara de Lisboa), a Figueira da Foz devia já mais de €41 milhões – uma subida de 347% em apenas três anos, ou seja, Santana dobrou a dívida em cada ano de mandato que cumpriu.

Duarte Silva (PSD) sucedeu a Santana Lopes na Figueira da Foz, mas a dívida continuou a aumentar: o autarca fechou o seu primeiro mandato, em 2005, com €89 milhões em dívidas (+115%). Porquê? Porque Santana deixou na autarquia um monstro que contaminaria o mandato do sucessor.

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