Sábado – Pense por si

Escolha a Sábado como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

Advogado de Manuel Pinho espera que procuradores perguntem sobre os factos

10 de setembro de 2019 às 16:21
As mais lidas

Manuel Pinho desloca-se ao Ministério Público pela terceira e o seu advogado admite que "em nenhuma das vezes lhe fizeram perguntas" sobre as rendas da EDP.

O advogado deManuel Pinhodisse esta terça-feira esperar que os procuradores confrontem o ex ministro com os factos que lhe são imputados no caso das rendas daEDP, recordando que é a terceira vez que se desloca aoMinistério Público.

"Esperamos que seja desta vez que lhe façam perguntas e que o confrontem com os factos concretos", disse aos jornalistas Ricardo Sá Fernandes à entrada do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em Lisboa.

O advogado lembrou que é a terceira vez que Manuel Pinho, arguido por corrupção e recebimento indevido de vantagem, se desloca ao DCIAP, a primeira vez em 2017 e a segunda em 2018 "e em nenhuma das vezes lhe fizeram perguntas" sobre o caso.

"Nós nunca nos recusámos a responder. Manuel Pinho sempre esteve disponível", frisou.

O processo das rendas excessivas da EDP está há sete anos em investigação.

O Tribunal da Relação de Lisboa declarou nulo o despacho do juiz Ivo Rosa que retirou o estatuto de arguido no processo EDP a Manuel Pinho e a Miguel Barreto, ex-diretor-geral da Energia.

A defesa de Manuel Pinho, que foi ministro da Economia e Inovação entre 2005 e 2009, interpôs recurso para o constitucional, aguardando ainda uma decisão.

Manuel Pinho foi constituído arguido no verão de 2017, tendo-lhe sido aplicado a medida de coação de TIR.

A Polícia Judiciária e o Ministério Público suspeitam que o ex-ministro socialista poderá ter recebido, de uma empresa do Grupo Espírito Santo, cerca de um milhão de euros entre 2006 e 2012.