A música que embala o PS

A música que embala o PS
Margarida Davim 26 de maio de 2018

O Congresso socialista começou com a ‘Tourada’ e passou pela ‘Missão Impossível’. A banda sonora do PS esteve cheia de mensagens subliminares.

Quando os congressistas começaram a entrar na ExpoSalão da Batalha, ouvia-se a Tourada de Fernando Tordo. Houve quem tivesse achado a escolha questionável, mas percebeu-se rapidamente que a música que marcava o arranque do conclave ia virar à esquerda. Se os socialistas vinham debater um caminho mais ou menos ao centro, a banda sonora inicial estava toda no PREC. De Adriano Correia de Oliveira a Sérgio Godinho, passando por Zeca Afonso, o tom era revolucionário e não teria ficado mal num congresso de qualquer dos parceiros de esquerda do Governo.

Depois das músicas da esquerda, António Costa chegou com uma música diferente. Os Xutos e Pontapés emprestaram o À minha maneira ao secretário-geral socialista e a escolha não poderia ter sido mais perfeita. Enquanto os socialistas se foram alinhando nas últimas semanas ora mais ao centro, junto de Augusto Santos Silva, ora mais à esquerda, ao lado de Pedro Nuno Santos, Costa fez a síntese política à sua maneira.

Também não foi por acaso que no ecrã gigante do palco o filme das autárquicas teve a banda sonora da Missão Impossível a servir de fundo à voz off de Ana Catarina Mendes.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais