PSD

A “desilusão” dos ciganos do Porto com a “ingratidão” de Rio

A “desilusão” dos ciganos do Porto com a “ingratidão” de Rio
Margarida Davim 19 de novembro de 2020

Rui Rio fez campanha de braço dado com membros da etnia cigana que garantem ter-lhe dado proteção quando teve de entrar nos bairros mais complicados. Agora, defende o acordo com o Chega nos Açores. “Foi uma desilusão”, diz social-democrata da comunidade cigana.

Em janeiro de 2002, Rui Rio entrava triunfante no Bairro São João de Deus. A campanha já tinha acabado, mas o entusiasmo era tanto que parecia que o então presidente da Câmara do Porto ainda estava em arruada. "É o primeiro que vem cá depois de ser eleito", garantia na altura ao Público uma moradora, enquanto ao mesmo jornal o líder da União Romani dizia ter "expectativas muito fortes" no então recém-eleito autarca.

Com cerca de cinco mil habitantes ciganos, o Bairro de São João de Deus no Porto, era conhecido pela má fama de ser um supermercado de droga. E se Rui Rio lá entrava com tanto à vontade muito o devia às boas relações com o clã liderado por Alberto Melo, homem respeitado entre os ciganos do Porto e militante do PSD.

Samério Melo Gabarras, filho de Alberto Melo, conta à SÁBADO que foi o pai que apresentou Rio à comunidade cigana do Porto e "pôs muita gente de etnia cigana a votar" no PSD.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Investigação
Opinião Ver mais