Vereador do Chega passa a tempo inteiro na Câmara de Aveiro
Luís Souto Miranda (PSD) governa agora com maioria absoluta.
A Câmara de Aveiro (PSD(CDS-PP) aprovou esta terça-feira, com o voto de qualidade do presidente, a integração do vereador Diogo Machado, do Chega, na equipa de vereadores a tempo inteiro, passando Luís Souto Miranda (PSD) a governar com maioria absoluta.
A proposta apresentada pelo presidente da Câmara, Luís Souto Miranda, na reunião privada da autarquia realizada esta manhã, foi aprovada apenas com os votos favoráveis dos três vereadores do PSD e do vereador em questão.
Os quatro vereadores do PS votaram contra e a vereadora Ana Cláudia Oliveira, do CDS-PP (partido que suporta a coligação que lidera a autarquia) absteve-se, com o presidente da Câmara a usar o voto de qualidade para viabilizar a proposta.
Na proposta apresentada, o presidente da Câmara diz que o objetivo de atribuir o regime de tempo inteiro ao vereador do Chega é "garantir condições de estabilidade governativa para a prossecução dos superiores interesses do município de Aveiro".
Com esta alteração, Luís Souto Miranda passa a governar com maioria absoluta a Câmara de Aveiro, com cinco eleitos, entre o total de nove que compõem o executivo municipal.
A decisão votada hoje na reunião de Câmara não inclui qual ou quais os pelouros que o vereador do Chega irá assumir.
Em comunicado, a concelhia do CDS justificou o voto de abstenção, com a necessidade de garantir a estabilidade do executivo municipal, afirmando que, deste modo, não acompanha a solução proposta, mas também não contribui para qualquer cenário de bloqueio ou de instabilidade no funcionamento da câmara.
A estrutura liderada por Ana Cláudia Oliveira esclareceu ainda que não foi parte de qualquer entendimento que sustente esta solução política, defendendo que decisões com este alcance deveriam ter sido objeto de concertação entre todos os parceiros da coligação, em respeito pelos princípios de lealdade institucional e pelos compromissos assumidos perante os eleitores.
O CDS refere ainda que o que está em causa não é um detalhe administrativo, mas uma decisão com implicações políticas relevantes, considerando que a proposta em causa traduz uma alteração ao modelo de governação sufragado pelos aveirenses, ao permitir a integração em funções executivas permanentes de um vereador que não integra a coligação "Aliança com Aveiro".
Já o PS realça que a fundamentação base para este acordo "não representa a realidade", lembrando que tem contribuído para a estabilidade governativa, votando favoravelmente as propostas levadas às reuniões de câmara.
"Some quem quiser à coligação com a qual ganhou as eleições autárquicas 2025: não nos calará. Continuaremos a honrar o compromisso com os nossos eleitores e com o nosso programa eleitoral, que para o PS ainda é importante e deve ser honrado", refere um comunicado dos socialistas.
Siga-nos no WhatsApp.