UE: Costa em "total solidariedade" com Portugal após tempestades
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados.
O presidente do Conselho Europeu manifestou esta quinta-feira a "total solidariedade" da União Europeia (UE) com Portugal, na sequência dos danos causados pelo recente comboio de tempestades.
"A UE manifesta a sua total solidariedade para com o povo de Portugal, na sequência dos fenómenos meteorológicos extremos e devastadores que atingiram recentemente o país", escreveu António Costa numa mensagem divulgada nas redes sociais.
"Hoje, os membros do Conselho Europeu transmitiram a sua solidariedade e as suas mais sinceras condolências a Luís Montenegro e reafirmaram o seu apoio neste momento difícil", acrescentou.
Também através das redes sociais, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, agradeceu "a todos os líderes europeus e à Comissão Europeia", acrescentando que "a reconstrução das regiões afetadas é uma prioridade absoluta do Governo de Portugal e o apoio europeu que nos acabaram de assegurar será essencial".
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados.
Mais de metade das mortes foi registada em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
O primeiro-ministro anunciou em 12 de fevereiro a criação de um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que chamou PTRR, para que o país possa recuperar economicamente das consequências do mau tempo que assolou Portugal continental entre o final de janeiro e fevereiro, e atuar nas infraestruturas mais críticas.