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Presidenciais: Líder do PS apela a que "todos os que amam a democracia" votem

Lusa 18 de janeiro de 2026 às 14:50

Para o líder socialista "votar é um dever e um exercício essencial da cidadania" e as eleições de hoje assumem uma particular importância.

O secretário-geral do PS apelou este domingo a que "todos os que amam a democracia e a Constituição" vão votar e admitiu que a multiplicidade de candidatos pode levar à "dispersão de votos".
José Luís Carneiro CMTV
"Todos aqueles que amam a democracia e que defendem a Constituição não podem ficar em casa. Têm mesmo de vir votar", apelou José Luís Carneiro, após ter votado, ao início da tarde no Porto. Para o líder socialista "votar é um dever e um exercício essencial da cidadania" e as eleições de hoje assumem uma particular importância. "Não há, do meu ponto de vista, uma boa cidadania que não participe nas eleições e nas escolhas que se fazem democraticamente e, particularmente, um momento como este, em que o que estamos a escolher quem queremos ver na mais importante magistratura do país, a Presidência da República", disse. O também ex-ministro da Administração Interna, que fez questão de agradecer "a todas e a todos os milhares de pessoas que hoje, em Portugal e no estrangeiro, estão a apoiar" o ato eleitoral, mostrou esperança que o nível da abstenção nas eleições de hoje seja menor. "Eu tenho a expectativa de que haja uma diminuição da abstenção em relação às últimas eleições presidenciais e tenho também os mesmos sinais vindos do exterior, do estrangeiro", justificou. "É isso que nós desejamos, é esse o apelo que eu deixo para que todas as portuguesas, todos os portugueses que amam a democracia, que amam o seu país, que amam a Constituição, que a defendem, que se levantem hoje, que se coloquem a pé, que se dirijam à sua mesa de voto, tanto mais que o dia está muito propício a essa participação", voltou a apelar. Quanto à campanha, José Luís Carneiro considerou que foi esclarecedora, apontando que "houve tempo para tratar" de alguns dos temas que mais interessam aos portugueses, como a Saúde ou a Habitação, mas que "se calhar não tanto com a profundidade que eles merecem". "Mas é também um trabalho que tem que se fazer no presente e no futuro e será também uma das responsabilidades de quem vier a merecer a confiança da maioria dos portugueses", apontou. Questionado sobre os resultados de uma eleição com tantos candidatos, o líder socialista admitiu que pode causar dificuldades. "Bom, é evidente que haver muitas candidaturas, há uma maior dispersão dos votos e essa dispersão dificulta também a clarificação logo numa primeira volta do quadro eleitoral presidencial", disse. José Luís Carneiro adiantou ainda que vai passar a noite eleitoral no Largo do Rato, em Lisboa, reunido com o Secretariado Nacional do PS e que fará uma declaração política pelas 21:00. Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde. Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio. No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais. As assembleias de voto para as eleições presidenciais abriram às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19:00. Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária. Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
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