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PGR reconhece que António Costa foi apanhado em escuta não validada no Supremo

Diogo Barreto 21 de novembro de 2025 às 12:24

A PGR refere que escuta não foi validada "por razões técnicas diversas".

A Procuradoria-Geral da República (PGR) reconheceu que foram identificadas sete escutas em que o ex-primeiro-ministro António Costa era interveniente e que não foram comunicadas ao Supremo Tribunal de Justiça "por razões técnicas diversas".
António Costa estará presente na "The Lisbon Conference"
Em comunicado publicado no  oficial do Ministério Público (MP), a PGR explicou que no âmbito da análise a todas as escutas realizadas no âmbito da Operação Influencer foram identificadas sete escutas, "em que também era interveniente o primeiro-ministro António Costa, facto que, por razões técnicas diversas, não havia sido detetado inicialmente". A PGR esclarece que das sete escutas, seis eram tentativas de contato A Procuradoria-Geral da República sublinhou que António Costa nunca foi alvo de escutas diretamente, nem de vigilâncias - nem quando ocupava o cargo de primeiro-ministro, nem quando deixou o Governo. As sete escutas em questão "foram de imediato levadas a conhecimento do presidente do STJ, através do juiz de instrução do TCIC", tendo o presidente do STJ considerado em despacho "já não ser competente para tal conhecimento por António Costa não ser neste momento primeiro-ministro". A reação da PGR surge na sequência de uma notícia do Diário de Notícias, que avança que o antigo primeiro-ministro António Costa foi alvo de escutas 22 vezes sem conhecimento dos tribunais superiores, estando em causa conversas com suspeitos da Operação Influencer.
"Incidentalmente, no âmbito de escutas realizadas a outras pessoas, foram detetadas comunicações em que era interveniente o primeiro-ministro António Costa", esclareceu a PGR, acrescentando que essas escutas foram sempre do conhecimento do presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Em 7 de novembro de 2023, foram detidas e posteriormente libertadas no âmbito da Operação Influencer cinco pessoas, incluindo o então chefe de gabinete de Costa, Vítor Escária. Há suspeitas de crime na construção de um centro de dado em Sines, distrito de Setúbal, na exploração de lítio em Montalegre e Boticas, ambas no distrito de Vila Real, e na produção de energia a partir de hidrogénio, também em Sines. O caso levou à queda do Governo de maioria absoluta do agora presidente do Conselho Europeu.
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