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Miguel Albuquerque admite ir à Venezuela se for necessário

Lusa 04 de janeiro de 2026 às 14:05

Presidente do Governo Regional da Madeira acredita que os Estados Unidos da América não vão permitir a permanência do regime chavista.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, admitiu este domingo poder deslocar-se à Venezuela nos próximos meses se for necessário e considerou que os Estados Unidos da América não vão permitir a permanência do regime chavista.
Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira Lusa
"Se tiver que ir [à Venezuela], vou. Mas vamos aguardar neste momento o que é que se vai passar porque há uma indefinição ainda relativamente ao poder de transição", disse o chefe do executivo madeirense aos jornalistas à margem da tradição do mega bolo de Reis oferecido à população do concelho de Câmara e Lobos. Miguel Albuquerque colocou também a possibilidade de participar na concentração que está a ser organizada por associações de venezuelanos esta tarde na Praça do Povo, na marginal do Funchal. "Não sei, mas toda a gente já sabe que eu sempre estive com a nossa comunidade venezuelana", vincou. Na opinião do líder madeirense, "os Estados Unidos que não vão aceitar que sejam os resquícios do chamado chavismo" a fazer transição de regime na Venezuela. A expectativa é que haja uma "transição pacífica para uma democracia plena", referindo haver indefinição sobre como decorrerá esse processo e que, "neste momento, existe alguma nebulosidade" sobre esta situação. "Temos de aguardar porque não há nenhuma definição ainda sobre aquilo que vai ser a transição. As expectativas da população e da nossa comunidade são que haja uma transição pacífica para uma democracia plena", disse. O governante madeirense reafirmou que a comunidade está a ser acompanhada desde a madrugada de sábado, referindo que nas cidades fora de Caracas, os centros de abastecimento, os supermercados abriram" e mencionou os casos de Maracay, Valência, Barquisimeto e Margarita, que tiveram "uma vida quase que normal", embora com "algum receio, alguma apreensão". No caso de Caracas, recordou que "também houve alguns supermercados que abriram porque o pior que pode acontecer é uma rutura na cadeia de abastecimento que pode gerar saques e há também algum receio sobre o que pode ser a atuação dos chamados coletivos". "Neste momento não há ainda um exercício de poder definido", enfatizou, acrescentando que existe "sempre esse receio relativamente à polarização da sociedade e, neste momento, Maduro saindo do poder, resta saber quem vai assegurar este período de transição". Albuquerque reforçou que "deve haver agora uma alteração e como vai ser feita também ninguém sabe: se é necessário haver uma negociação, se vai ser uma nova intervenção militar", sendo o atual momento de expectativa. O governante salientou que esta comunidade na Madeira, estimada em mais de 11 mil pessoas está "plenamente integrada" e os que vieram para a região "não tiveram nenhum problema". Sobre um possível regresso destes cidadãos aquele país, argumentou: "Se tiver uma democracia em pleno na Venezuela, um país a crescer economicamente, havendo maior justiça social, um maior desenvolvimento, isso é bom para todos, é bom para a Madeira, é bom para a comunidade madeirense, porque existem situações complicadas na Venezuela do ponto de vista social". Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela", para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder. O anúncio foi feito pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas depois do ataque contra Caracas. O Governo venezuelano denunciou a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.
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