Diretor da PJ será o novo ministro da Administração Interna
Luís Neves irá suceder a Maria Lúcia Amaral, que apresentou a sua demissão no início de fevereiro, e tomará posse na segunda-feira.
Luís Neves, atual Diretor Nacional da Polícia Judiciária, será o novo ministro da Administração Interna. A informação foi avançada este sábado no site da Presidência da República, que adianta que a tomada de posse irá ocorrer na próxima segunda-feira (23), pelas 10h no Palácio de Belém.
Luís Neves sucede, assim, a Maria Lúcia Amaral, que apresentou a sua demissão ainda no início de fevereiro ao alegar que já não dispunha das condições pessoais e políticas para continuar o cargo. Anteriormente, o Presidente da República já havia deixado elogios a Luís Neves ao considerar que protagonizou uma "grande liderança". Foi "uma das melhores escolhas daquele primeiro-ministro [António Costa] e daquele Governo", disse Marcelo Rebelo de Sousa em outubro do ano passado.
O atual Diretor da PJ chegou a comentar, em janeiro deste ano, o caso de uma pen-drive que continha uma lista de agentes dos serviços de informações, que se encontrava num cofre no gabinete de Vítor Escária, e cuja notícia foi avançada pela SÁBADO . Na altura, disse que só iria prestar declarações quando fosse chamado a Parlamento, numa audição requerida pelo Chega. Ao mesmo tempo falou também sobre o facto de o Ministério Público ter acusado de homicídio o agente da PSP envolvido na morte de Odair Moniz. Sobre isso, considerou que tal não prejudica a relação entre a PJ e a PSP.
Ao longo da sua liderança, Luís Neves fez vários alertas, nomeadamente na área da desinformação ou corrupção.
A saída de Maria Lúcia Amaral
A saída de Maria Lúcia Amaral ocorreu ainda em fevereiro e terá sido proposta pelo primeiro-ministro. Como consequência, Luís Montenegro assumiu temporariamente esta pasta.
Na altura, já vários partidos haviam pedido a demissão da então ministra: foi o caso, por exemplo, do Bloco de Esquerda e da Iniciativa Liberal. A demissão de Maria Lúcia Amaral acabou por acontecer a meio da passagem de um carrossel de tempestades por Portugal, tendo o debate quinzenal no Parlamento sido adiado.
No debate, que acabou por acontecer a 19 de fevereiro, Montenegro anunciou que ia apresentar o sucessor de Maria Lúcia Amaral ao Presidente da República, na próxima semana.