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Jorge Pinto garante estar "preparadíssimo para ter um mau resultado" nas presidenciais

Lusa 09 de janeiro de 2026 às 07:39

Candidato lembra que vários dos melhores líderes mundiais da história surgiram depois de "derrotas sucessivas".

O candidato presidencial Jorge Pinto afirmou quinta-feira estar "preparadíssimo para ter um mau resultado", lembrando que vários dos melhores líderes mundiais da história surgiram depois de "derrotas sucessivas".
Jorge Pinto, candidato às Presidenciais Lusa
"Estou na política para deixar um país melhor às gerações futuras. Eu estou na política para pensar a 10 anos, a 20 anos, a 40 anos. Mesmo que isso possa representar um mau resultado eleitoral no imediato. Eu digo-vos com toda a franqueza que eu estou preparadíssimo para ter um mau resultado eleitoral no dia 18", afirmou Jorge Pinto num discurso num jantar-comício, esta noite, em Guimarães. O candidato presidencial apoiado pelo Livre acrescentou que também está "muito preparado para ter um excelente resultado eleitoral e ser a surpresa", mas sublinhou que "está preparado para tudo porque muitas das melhores coisas que aconteceram na política mundial aconteceram depois de derrotas sucessivas dessas pessoas". Jorge Pinto lembrou que vários dos políticos que tiveram sucesso e foram "dos melhores líderes mundiais que alguma vez tivemos" não desistiram, mesmo não sendo eleitos nas primeiras vezes que concorreram. "E por isso vos peço, não se aborreçam demasiado de mim porque eu dia 19 cá continuarei. E o dia 20 cá continuarei. E no dia 21 cá continuarei", garantiu perante um auditório com perto de uma centena de apoiantes. Antes, Jorge Pinto lembrou que foi o último candidato a Belém a apresentar candidatura, frisando que era, "de longe, o candidato menos conhecido, com menos notoriedade, com menos currículo, com menos idade", e salientou o que foi feito de bom até agora, como o foco da campanha nos poderes presidenciais. O candidato presidencial apoiado pelo Livre, numa intervenção que durou cerca de meia hora, alertou que o atual momento político é "complexo, difícil e perigoso" a nível nacional e internacional, referindo que, internamente, "é impossível não começar por falar no Serviço Nacional de Saúde (SNS)". Jorge Pinto lamentou que o Presidente da República esteja a "falhar aos portugueses" ao não chamar o primeiro-ministro e a ministra da Saúde para "exigir responsabilidades concretas para salvar o SNS". O candidato a Belém falou também da economia nacional para lamentar que Portugal tenha sempre apostado num modelo económico de "baixo valor acrescentado, que sempre apostou em concorrer pelo salário mais baixo", pedindo uma visão de longo prazo que permita dizer às empresas que "este é o momento" para investirem no país. "Não me conformo a ver este marasmo. Não me conformo com esta política do dia a dia que não consegue, não arrisca, não quer pensar o país a 10 anos que seja, já nem falo mais. E essa é também uma grande vantagem do Presidente da República. É ter a capacidade de obrigar os políticos, de obrigar os portugueses a pensar a longo prazo", defendeu. Jorge Pinto encerrou o discurso dirigindo-se a quem defende que é "preciso reinventar a esquerda" ou pede que se olhe para exemplos como o de Zohran Mamdani, presidente da Câmara de Nova Iorque, para dizer que essa nova esquerda já existe e está representada na sua candidatura.
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