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Detidos no caso da esquadra do Rato começam a ser ouvidos quinta-feira de manhã

Lusa 06 de maio de 2026 às 17:28

Muitos dos abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes.

Os 16 detidos no âmbito dos casos de tortura e violações na esquadra da PSP do Rato começam a ser ouvidos na quinta-feira de manhã no Campus da Justiça, em Lisboa, adiantou hoje à Lusa fonte ligada ao processo.

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Entre os 16 detidos, que se encontram no Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, há 15 polícias - 13 agentes e dois chefes - e um civil e, segundo a mesma fonte, o primeiro interrogatório está marcado para as 9:30.

Com a detenção dos 15 polícias na terça-feira, aumenta para 24 o número de elementos da Polícia de Segurança Pública envolvidos no processo de alegadas torturas e violações a pessoas vulneráveis como toxicodependentes e sem-abrigo, na sua maioria estrangeiros, na esquadra do Rato, numa investigação denunciada pela PSP.

Muitos desses abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes.

Na terça-feira, o Ministério Público e a PSP realizaram 30 buscas, domiciliárias e em esquadras, tendo sido detidos 15 polícias e um civil, num inquérito que investiga a eventual prática de crimes como "tortura grave, violação, abuso de poder, ofensas à integridade física qualificadas", segundo um comunicado sobre um inquérito tutelado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, relativo a factos ocorridos nas esquadras do Rato e do Bairro Alto.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que os 15 polícias visados exercem funções e "de alguma forma poderão ter interagido com o comportamento desviante" ocorrido em 2024 e 2025 na esquadra do Rato.

Na primeira, foram detidos dois agentes da PSP, de 22 e 26 anos, e que vão ser julgados por crimes de tortura, violação e abuso de poder, entre outros, determinou em 27 de abril de 2026 o Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.

Outros sete polícias foram detidos em março de 2026 e estão a aguardar em prisão preventiva o desfecho da investigação, que poderá ou não culminar numa acusação do Ministério Público pelos mesmos crimes.

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