Polícias acusados de tortura começaram a prestar declarações esta sexta-feira
Julgamento arrancou esta sexta-feira.
Julgamento arrancou esta sexta-feira.
Sessão está marcada para esta sexta-feira.
Segundo a acusação do Ministério Público, dois polícias da esquadra do Rato terão agredido com "socos, chapadas e coronhadas na cabeça pessoas que tinham detido, tendo inclusivamente filmado e fotografado algumas dessas situações e as respetivas vítimas".
Agentes estão acusados dos crimes de tortura e violação.
Horas de crueldade e sadismo dentro do posto da polícia, numa das zonas nobres de Lisboa. Um dos principais suspeitos denunciou colegas e práticas que lhe foram “instruídas” pelos mais velhos, como dar um “tratamento” a determinados detidos. Algumas agressões acabaram publicadas em grupos de WhatsApp para deleite dos seus participantes. “Uma forma de afirmação de poder e domínio absoluto sobre as pessoas”, escreveu a juíza de instrução.
A PSP referiu também que se seguirão "diligências em termos processuais penais e disciplinares para apuramento dos factos imputados ao suspeito".
A PSP refere também que "seguir-se-ão diligências em termos processuais penais e disciplinares para apuramento dos factos imputados ao suspeito".
Ministério Público pediu prisão preventiva para quatro dos 14 polícias e prisão domiciliária para outros três. Para os restantes, foi solicitada a suspensão de funções.
Em causa estão crimes de tortura e violações.
A identificação dos detidos decorreu de manhã e durante a tarde de hoje decorrerá o interrogatório dos 14 arguidos que se encontram detidos no Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.
Muitos dos abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes.
Muitos dos abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes.
Entre os detidos encontram-se 15 agentes da PSP, um deles chefe, e um segurança de discoteca.
A juíza considerou que a acusação tem "indícios suficientes" de que os polícias cometeram os crimes de que estão acusados pelo Ministério Público e que existe uma "séria probabilidade" de serem condenados no final do julgamento.
A juíza considerou que a acusação tem "indícios suficientes" de que os polícias cometeram os crimes de que são acusados.
Na quarta-feira, as autoridades detiveram sete agentes da PSP na sequência da investigação a crimes de tortura grave, violação, agressões e abuso de poder na Esquadra do Rato, em Lisboa.