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Cravos vermelhos vs. rosas brancas. Há um significado por trás das flores na AR?
Os cravos vermelhos são auto-explicativos e facilmente associados ao 25 de Abril. Mas o que têm a ver as rosas brancas com o 25 de Novembro?
A cerimónia de comemoração dos 50 anos do 25 de Novembro na Assembleia da República contou com vários convidados e discursos e o Parlamento foi decorado com rosas brancas. Os partidos de esquerda levaram cravos vermelhos e houve até um momento de confronto entre as preferências por cada uma das flores que se traduz por uma "preferência" entre a celebração única do 25 de Abril ou a equiparação entre "o dia inicial inteiro e limpo" e o 25 de Novembro.
Cravos vermelhos e rosas brancas marcam efemérides na Assembleia da República
ANDRÉ KOSTERS/LUSA
A guerra das flores
Durante a sessão, a deputada do PAN, Inês Sousa Real, colocou um cravo vermelho diante do púlpito, por entre as rosas brancas que o decoravam. Foi imitada por Mariana Mortágua e por ali ficaram os dois cravos. “Por muito que se enfeite a tribuna de rosas brancas ou de cravos vermelhos, esta sessão não é uma homenagem à democracia, é uma tentativa de reescrever a sua história”, disse a deputada única do Bloco. Depois foi a vez de Paulo Núncio, do CDS, que colocou uma rosa branca por cima dos cravos, para aplauso das bancadas de direita. Começava o jogo da sobreposição de flores. Jorge Pinto, do Livre, declarou o cravo como "a única flor da nossa liberdade" e depositou um cravo vermelho por cima da rosa branca. E depois André Ventura, ao chegar ao púlpito, teve o gesto mais polémico da sessão, retirando todos os cravos. "Hoje é dia de rosas brancas e não de cravos vermelhos", disse, e colocou de lado os cravos vermelhos que tinham sido ali deixados. Vários deputados do PS levantaram-se e saíram e outros empunharam cravos vermelhos. Por fim, Pedro Alves, do PSD, pegou num cravo e colocou-o onde antes os deputados de esquerda tinham depositado as suas flores. "Este dia não é de um nem é de outros, é de todos", afirmou.Artigos Relacionados
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