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Catarina Martins acusa Governo de abandonar o país no acesso à saúde

Lusa 03 de janeiro de 2026 às 12:01

Candidata presidencial deixou duras críticas ao executivo de Luís Montenegro.

A candidata presidencial Catarina Martins acusou este sábado o Governo de abandonar o país, em particular o que respeita ao acesso à saúde, depois de ouvir as queixas de vários algarvios numa visita ao mercado de Olhão.
Ricardo Ponte
"Não está fácil aqui", dizia-lhe uma das várias clientes que, apesar da chuva, aproveitou a manhã para fazer compras no mercado de Olhão, onde as dificuldades no acesso à saúde foram a principal queixa partilhada com a candidata às eleições presidenciais de 18 de janeiro. "Eu começo aqui no Algarve, que tem sido abandonado pelo Governo e cuja saúde é um dos maiores problemas", disse, em declarações aos jornalistas, Catarina Martins, que escolheu o sul do país para a véspera do arranque oficial da campanha. Um dos exemplos desse abandono, referiu, é a alegada intenção do Governo de encerrar a Delegação Regional do INEM no Algarve, noticiada em dezembro pelo Correio da Manhã. "Quer dizer que não vai haver nenhum centro regional do INEM em todo o sul do país. É o abandono do país, é um ataque à segurança e à saúde das populações. Uma Presidente da República tem que ter uma palavra sobre isto", sublinhou. Insistindo que é candidata à Presidência da República "contra o abandono", Catarina Martins acrescentou que, enquanto chefe de Estado, estará "na linha da frente a dizer que o Estado não pode falhar no que é fundamental e a saúde é fundamental".
Durante a visita ao mercado de Olhão, além das preocupações manifestadas pelos locais, Catarina Martins ouviu palavras de apoio e desejos de boa sorte para as eleições. À chegada, foi recebida por um olhanense que a irá defrontar no dia 18, o pintor e autor Humberto Correia, que lhe deixou o cartão de visita da sua candidatura. As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026, com 11 candidatos na corrida, um número recorde. Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira. Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República. A campanha eleitoral decorre de 04 a 16 de janeiro.
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