Caso de meningite em escola dos Açores "não é de alarme", diz delegado de Saúde
Menino infetado, com 9 anos, frequenta uma turma do 3.º ano e está internado no Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada.
O caso de meningite identificado na quarta-feira na Escola Primária da Ribeirinha, no concelho da Ribeira Grande, na ilha açoriana de São Miguel, é único e "não é de alarme", disse esta quinta-feira o delegado de Saúde concelhio.
O menino infetado, com 9 anos, frequenta uma turma do 3.º ano e está internado no Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada.
O delegado de Saúde da Ribeira Grande, Eduardo Cunha Vaz, explicou à agência Lusa que a situação "começou como uma otite provocada pelo 'streptococcus pneumoniae' [e] complicou para meningite".
"E, sendo o caso deste agente microbiológico, não é necessário nem se preconiza qualquer medicação de prevenção para contactos familiares, como [relativamente] a contactos próximos", disse.
Segundo Eduardo Cunha Vaz, também "não há necessidade de encerrar ou higienizar a escola ou a sala de aula e não há qualquer necessidade de sinal de alarme ou de pânico, uma vez que a criança está internada e a situação não é de alarme".
O delegado de Saúde adiantou que está a acompanhar a evolução do estado de saúde da criança, cuja situação clínica "está estável".
O caso de meningite foi identificado na quarta-feira na Escola Primária da Ribeirinha, como adiantou à Lusa o presidente da Junta de Freguesia.
"Fomos alertados por uma das mães, que teve conhecimento de que, numa das turmas, tinha havido um caso de meningite num dos meninos", disse Marco Furtado.
Segundo o autarca, o menino infetado frequenta uma turma do 3.º ano que tem cerca de 10 alunos.
Logo que a situação foi conhecida, disse ainda o autarca, foi contactado pelo delegado de Saúde e foi marcada uma reunião para as 18:30 locais (mais uma hora em Lisboa) de quarta-feira, na Junta de Freguesia, com os pais da turma em questão, para esclarecimento de "algumas dúvidas, visto que alguns encarregados de educação estavam a ficar extremamente preocupados com essa situação".
"Na reunião foi disponibilizado um contacto telefónico da minha parte, um número de telemóvel, porque, caso haja mais alguma questão, poderão sempre contactar a autoridade de saúde. Estou disponível para esclarecer quaisquer outras dúvidas", disse hoje Eduardo Cunha Vaz.
Após a situação ser conhecida, a Junta de Freguesia da Ribeirinha fez uma publicação nas redes sociais a explicar o sucedido, para que as pessoas "ficassem mais tranquilas", indicou Marco Furtado.
A Escola Primária da Ribeirinha tem entre 120 e 130 alunos no total, segundo o presidente da Junta de Freguesia.
Siga-nos no WhatsApp.