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A Suécia e a Dinamarca retiram a nacionalidade a criminosos, como Ventura diz?
No debate presidencial entre Henrique Gouveia e Melo e André Ventura, um dos temas centrais foi o novo chumbo do Tribunal Constitucional a várias normas da Lei da Nacionalidade.
Foi uma das comparações da noite. No debate presidencial entre o
almirante Henrique Gouveia e Melo e o deputado André Ventura um dos
temas centrais foi o novo chumbo do Tribunal Constitucional a várias
normas da Lei da Nacionalidade. Uma das normas chumbadas deixou o
candidato apoiado pelo Chega irritado: a perda de nacionalidade para
cidadãos naturalizados que cometam crimes. “Não podemos tirar a
nacionalidade a quem comete crimes? (…) O governo sueco tira a
nacionalidade a quem lidera gangues, seja de que nacionalidade
for. O governo dinamarquês também tira e…”, afirmou, antes de
ser interrompido pelo moderador Carlos Daniel.
Ventura e Gouveia e Melo - debate presidencial
RTP
A outra meia-verdade de Ventura
E a Dinamarca, outro caso mencionado por Ventura? Sim, em determinados crimes, permite a retirada de nacionalidade – mas apenas em casos de enorme gravidade, como terrorismo, crime contra o estado ou outras ofensas à segurança nacional, e a lei apenas pode ser aplicada a cidadãos com dupla nacionalidade, já que a lei internacional não permite apátridas. Pormenor: o Tribunal Constitucional nacional não contestou diretamente a perda de nacionalidade para este tipo de crimes – e até abre a porta a aceitar no futuro a perda de nacionalidade nestes casos muito restritos –, mas sim a medida abranger um leque de crimes demasiado extenso sem ligação à comunidade nacional. A atual proposta vai muito mais longe: abrange crimes contra integridade física, liberdade pessoal, autodeterminação sexual, vida em sociedade, crimes de auxílio à imigração ilegal, crimes de tráfico de armas, de tráfico de estupefacientes ou de substâncias psicotrópicas, por exemplo. Por outras palavras, André Ventura não tem razão de queixa.
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