Fome e fartura
João Pereira Coutinho Politólogo, escritor
19 de novembro de 2021

Fome e fartura

O meu pasmo continua com Inês de Sousa Real, do PAN. Todos os dias, lá a vejo de um lado para o outro, a criticar os hábitos do parceiro e a enfiar-nos pela goela abaixo todos os clichés do “movimento verde”.

RUI RIO deixou Paulo Rangel a brincar sozinho e disse que ia só ali fazer oposição ao Governo. Estranhei. Como se pratica essa modalidade depois de três anos a engordar no sofá?

Não me enganei: mal entrou em campo, arrastando penosamente o bojo, Rui Rio foi directo à própria baliza, só para marcar um golo ou dois. Se ele ganhar as legislativas e não houver maioria à direita, o PS tem o seu futuro garantido. Rio só espera que a recíproca seja verdadeira, de preferência em regime de time sharing: meia legislatura e depois vê-se.

Como receita vitoriosa, a coisa não se recomenda: quem, em juízo perfeito, concede um voto a Rio para que ele o deposite na loja de penhores do dr. Costa?

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