Sinais de alarme
João Pereira Coutinho Politólogo, escritor
26 de novembro de 2021

Sinais de alarme

No próximo sábado, talvez a contenda no PSD se resuma a isto: de um lado, alguém que aceita o charco; do outro, alguém que, pelo menos, não nega que ele existe.

A DEMOCRACIA PÁTRIA já teve melhores dias. Pelo menos, é o que diz o Relatório Global sobre o Estado da Democracia. Na Europa ocidental, Portugal é o único país que desce em três parâmetros fundamentais: independência judicial, luta contra a corrupção e igualdade perante a lei.

Confrontado com este atestado, que apenas repete atestados anteriores, o que nos disse o actual líder da oposição? Precisamente: coisa nenhuma. Nem agora, nem ontem, nem nos últimos quatro anos. Já o seu adversário, Paulo Rangel, fez questão de citar esse estudo na apresentação da sua candidatura à liderança do PSD. Pormenores?

Não creio. Para começar, Rio abstém-se de comentar a degradação da qualidade da democracia porque isso implicava olhar para o Governo que, nos últimos seis anos, capitaneou essa degradação.

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