Rui Rio, o real e o imaginário
Carlos Rodrigues Lima Subdiretor
03 de dezembro de 2021

Rui Rio, o real e o imaginário

Se o presidente do PSD foi reeleito com o “voto livre”, então tem todas as condições para ser o próximo primeiro-ministro. O erro de Paulo Rangel foi deixar que a sua candidatura fosse tomada de assalto por notáveis, pedantes e alpinistas políticos.

HÁ DIAS ASSIM, EM QUE OS NOSSOS “ACHISMOS”, TEMPERADOS COM UMA PITADA DE preconceito, são abalroados pela realidade. Essa infeliz criatura que faz questão de nos confrontar com ela própria, dizendo-nos que há mais vida fora de uma pequena bolha. Ora bem, a realidade decidiu bater de frente com todos aqueles que tinham vaticinado a morte de Rui Rio, encomendado o caixão, assim como a sua alma (política) ao Divino.

O problema das bolhas – sobretudo uma urbano-depressiva instalada em Lisboa – é o pedantismo militante, que se arvora em intérprete da vontade geral, quando, na verdade, apenas tem a intenção de projetar as suas próprias convicções no resto das pessoas. Numa palavra: catequizar.

Rui Rio tem sido vítima deste pequeno Estado instalado na cultura da capital. Por uma razão simples: não lhe dá importância, ignora os comentadores, os colunistas, os frequentadores de tertúlias no Bairro Alto e de almoços na Linha de Cascais. Vive no seu pequeno mundo, é certo, mas que parece ser apreciado pelos militantes do PSD.

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