Na verdade, brincar – especialmente sem a mediação de ecrãs – não é somente uma questão de lazer. O papel do brincar no desenvolvimento humano está amplamente demonstrado.
Tivemos conhecimento, há tempos, da história de uma criança que partiu uma perna enquanto jogava à apanhada com os colegas, tendo a mãe recorrido ao sistema judicial para que essa brincadeira fosse classificada como perigosa. O caso chegou ao Supremo Tribunal e gerou alguma atenção pública, não só por tratar-se de algo caricato, no sentido em que não devem ser muitas as pessoas que olham para jogar à apanhada como um “instituto de perigo”, mas também por nos convocar a uma reflexão sobre o significado do brincar e sobre a forma como, afinal, as crianças brincam hoje. Num quotidiano marcado por longas horas em frente a ecrãs, muitas vezes passadas em redes sociais ou em jogos digitais, esta reflexão torna-se ainda mais pertinente.
Na verdade, brincar – especialmente sem a mediação de ecrãs – não é somente uma questão de lazer. O papel do brincar no desenvolvimento humano está amplamente demonstrado. E não apenas no desenvolvimento da motricidade, o que, por si só, já é um aspeto fundamental numa realidade em que cresce a preocupação com a desenvoltura física de crianças que passam grande parte do tempo sedentárias. Brincar tem também um papel noutras dimensões do desenvolvimento: no reforço das competências sociais e da capacidade de se relacionar com os outros; na capacidade de concentração, de raciocínio e de compreensão de como algo funciona e se organiza; no desenvolvimento moral, na capacidade de discutir as situações, de analisar o que é justo e injusto, da construção e discussão de regras para a convivência.
É verdade que andar ou correr na rua, jogar à bola ou andar de bicicleta já não é possível com a mesma liberdade de outros tempos, em resultado das transformações do espaço público - e isto também nos levaria a uma discussão sobre urbanismo. Também é
certo que brincar com amigos não deve acontecer sem quaisquer limites ou regras. Ainda assim, conhecendo as múltiplas vantagens do brincar e, em simultâneo, os problemas associados ao uso excessivo de ecrãs e à passividade, incluindo física, das crianças, como não desejar que elas joguem mais à apanhada?
Depois de uma época festiva e em início de ano, um bom presente para oferecer às crianças – e também aos jovens e adultos – é proporcionar-lhes mais oportunidades para, ao longo de todo o ano, explorarem o mundo à sua volta, incluindo correr, sujar-se e, sim, também cair.
A experiência da Ordem dos Psicólogos (OPP) mostra que a nova lei veio sobretudo criar mais camadas burocráticas, novas regulamentações e, na prática, introduzir complexidade e entropia. Isso está cada vez mais evidente em várias esferas, incluindo no que se passa ao nível do tal acesso que era preciso melhorar.
Uma imagem muito comum nas nossas cidades é a de alguém numa bicicleta ou motorizada, com uma mochila volumosa às costas, a atravessar ruas e avenidas para fazer uma entrega. Uma imagem que não pertence apenas aos dias amenos, mas que se repete à noite, à chuva ou ao frio. E, no entanto, raramente nos detemos nela.
A interação constante com sistemas de IA influencia a identidade e a autoestima e torna-se especialmente crítica na formação de opinião, onde a fácil produção e disseminação de conteúdos levantam dúvidas sobre autenticidade e credibilidade,
A perspetiva de vulnerabilidade que está associada à possibilidade contínua de não ter onde viver não é propriamente o melhor cenário para o otimismo ou a segurança necessária para enfrentar os desafios da vida.
Durante décadas, predominou a visão de que a personalidade era praticamente imutável a partir de certa idade, especialmente após a juventude. Na verdade, o cenário é mais complexo.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.