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Os municípios portugueses têm tido um papel fulcral na promoção da saúde, do bem-estar e da inclusão. E é justamente neste âmbito que se destaca o contributo que a psicologia como ciência e profissão pode dar no cumprimento e na otimização dessa missão.
Dentro de cerca de duas semanas, seremos chamados às urnas para escolher os nossos representantes nas autarquias locais, numa das eleições habitualmente mais participadas e nas quais frequentemente existe uma maior personalização das escolhas e associação entre pessoas e promessas.
Os municípios portugueses têm tido um papel fulcral na promoção da saúde, do bem-estar e da inclusão. E é justamente neste âmbito que se destaca o contributo que a psicologia como ciência e profissão pode dar no cumprimento e na otimização dessa missão.?
Quando pensamos em saúde mental e intervenção psicológica, a imagem que imediatamente surge é, muitas vezes, a da interação entre um profissional e um utente num consultório. Esse momento de escuta e reflexão é, de facto, fundamental: é onde cada pessoa pode dar significado à sua experiência, compreender-se melhor, enfrentar desafios e se autodeterminar. Milhares de consultas ocorrem diariamente, promovendo o bem-estar individual, a inclusão social e, por consequência, o desenvolvimento social e económico.
Mas pensar nos contributos que a psicologia como ciência e profissão pode trazer nos nossos municípios não significa simplesmente abrir clínicas de psicologia nas câmaras de todo o país, nem substituir as obrigações de determinadas áreas setoriais, por exemplo a saúde, em assegurar que existem, nos sítios onde é suposto existirem, serviços de psicologia acessíveis às pessoas e com condições para os profissionais. Pelo contrário, trata-se de mobilizar o conhecimento científico e a capacidade de intervenção profissional para um contributo para a missão das autarquias locais — seja no funcionamento interno das organizações, seja na relação próxima com as pessoas e as comunidades.?
Os psicólogos são especialistas em comportamento humano e profissionais de saúde mental, sendo que essa missão expressa-se em diferentes vertentes e contextos e em articulação com outros agentes locais. A intervenção psicológica nas autarquias pode assumir diversas expressões, em que se incluem os múltiplos exemplos, como os seguintes: programas de promoção da literacia em saúde; avaliação e intervenção em riscos psicossociais no local de trabalho e promoção de ambientes laborais mais saudáveis e produtivos; apoio à tomada de decisão política e organizacional na esfera das atribuições dos municípios e no desenho e implementação de medidas; promoção de ações com grupos de determinadas faixas etárias; ações que mobilizam o conhecimento científico da psicologia para intervir com base comunitária com pessoas e grupos em situação de vulnerabilidade; intervenção em crise e catástrofe; ou otimização da relação entre as pessoas e os ambientes urbanos, entre outros. Não se trata de uma lista exaustiva, mas um conjunto de exemplos que demonstram a diversidade de intervenções e, portanto, de contributos que podem ser potenciados, em benefício de pessoas, comunidades e instituições.
À medida que os municípios assumem um papel cada vez mais central na garantia do bem-estar coletivo e num mês em que celebramos o Dia Nacional do Psicólogo, é bom lembrar que intervenção psicológica é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento das comunidades. E não como algo extra ou suplementar, mas como parte integrante da missão dos municípios. Também no caso dos municípios, é essencial que os Psicólogos estejam onde é necessário que estejam, que existam as condições para a sua intervenção e que o seu conhecimento seja aplicado naquilo que é suposto num contexto desta natureza.
A desinformação não é apenas um fenómeno “externo”: a nossa própria memória também é vulnerável, sujeita a distorções, esquecimentos, invenções de detalhes e reconstruções do passado.
Como país, enquanto não formos eficientes e articulados nesta missão, por muito que se reforcem condições de tratamento continuaremos a lamentar-nos pela “elevada prevalência de perturbações psicológicas no nosso país”.
Num mundo onde muitas das profissões do futuro ainda nem existem, e em que a ideia de “curso com saída” perdeu sentido face à rapidez com que tudo muda, uma carreira só é verdadeiramente bem-sucedida quando está alinhada com a identidade, os valores e as motivações de cada um.
Há necessidade de mais literacia e capacidade de auto-regulação, para que os indivíduos sejam capazes de utilizar determinadas ferramentas. Mas também precisamos de regulação das plataformas.
Esta medida tem uma natureza complementar, devendo ser acessória ao que realmente importa e que é aquilo que a OPP defende: a existência, de base, de serviços de psicologia bem estruturados e com recursos nas instituições de ensino superior.
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As redes estão preparadas para alavancar o óbvio: emoção, contradição, discussão. O que nos provoca raiva ou indignação ganha uma força que a mesma história, contada de outra forma, não consegue alcançar. E, por isso, se queremos, realmente, fazer por mudar, o digital ajuda mas não chega.
A introversão não é defeito, é um Superpoder no ambiente certo! De certeza conhece pessoas introvertidas poderosas, como Albert Einstein, Warren Buffett, Bill Gates ou Mark Zuckerberg.
Por ter quebrado promessas e não ter até agora estado à altura de responder ao desafio de lutar "pela alma do nosso país" é de antever o pior para Keir Starmer.