Conheça em primeira mão os destaques da revista que irá sair em banca.
(Enviada semanalmente)
Qualquer país que seja atacado deve defender-se, e a defesa, em certas ocasiões, vive na prevenção.
Pediu a Israel para não responder ao ataque iraniano. Um pedido em tom de quem manda aqui, e ali, sou eu, ele, Donald Trump. A queda de um helicóptero norte-americano AH-64 Apache, que realizava uma missão de patrulhamento na zona, cuja responsabilidade atribuiu ao Irão, fez mudar o boneco. Os Estados Unidos da América teriam necessariamente de responder ao ataque, foi o que disse, e com razão, o presidente Trump. O Irão iria ser bombardeado. É a vida, é a lei do retorno e inquestionável. Não tardou para o Comando Central das Forças Armadas norte-americanas (CENTCOM) anunciar o início de ataques de autodefesa contra o Irão.
Como é que é? América recebe licença para retaliar e Israel não? O que é que a América do Norte tem que Israel não tem, ah? O toque no calo americano parece-lhe diferente do calo israelita. Qualquer país que seja atacado deve defender-se, e a defesa, em certas ocasiões, vive na prevenção. Quer lá saber. So quer saber na hora do aperto, do seu aperto. Mandou Netanyahu ficar quieto e quis colocar-lhe uma rolha nos braços , com a promessa que, em breve, quiçá a 30 de fevereiro, Israel, EUA e o Irão, sentar-se-ão na mesa das negociações. Os mísseis balísticos que caíram em território israelita parecem-lhe menos e menores do que o helicóptero abatido, e com pilotos felizmente vivos. A contenção exigida a Israel é bipolar. Este traste contraste evidencia que, para a administração Trump, o direito à autodefesa e a soberania dos aliados são conceitos moldáveis. Assim que Israel é visado por vagas de mísseis, Washington prega a diplomacia e a paciência estratégica para salvaguardar os seus interesses políticos de bastidores. Contudo, quando o Irão atinge a algibeira do Ocidente — ameaçando refinarias no Bahrein, nos Emirados Árabes Unidos ou os fluxos de combustível —, a resposta norte-americana deixa de ser diplomática e passa a acção. Aflito que se escangalha-se o plano, Trump recorreu às redes sociais para exigir que Israel parasse. Pressionou diretamente o governo israelita a não retaliar de forma a não descarrilar as negociações de paz que diz há semanas infinitas estarem próximas. Avisou Israel que poderia ficar sozinha na guerra. Ai que medo.
Há um famoso provérbio popular que ilustra perfeitamente a falta de empatia. Traduz o quão fácil é minimizar, ou chutar para canto, com sorriso nas beiças, os problemas e sofrimentos alheios, já que a dor não dói na nossa pele. Quando a situação é com o próprio, a realidade difere. Pimenta no traseiro (versão poética do símbolo químico do cobre) dos outros é refresco.
É este tipo de moralidade que contestou a participação de Israel na Eurovisão e apelou à humilhação com a pontuação zero. A sua voz não teve eco nenhum. Noam Bettan ficou em segundo lugar e em primeiro a cantora búlgara, que apoiou Israel. Portugal deu pontuação máxima a Israel. Embrulha. É um bofetão para aqueles que se julgam proprietários da razão.
O cantor diz o que dizem acéfalos, depois pede desculpas, volta a dizer o mesmo estrume, e continua a produzir conteúdos que envergonham a civilização. Declarou-se nazi, Hitler é, para o asno, o maior, as consequências dos seus gostos é conhecida: foi corrido do YouTube, Spotify, redes sociais, a Adidas cortou contrato.
A tentativa rasca de humilhação deve-se apenas, somente, unicamente, pelos Bandidos do Cante terem sido os únicos participantes que furaram o boicote contra a participação de Israel no concurso e disseram que iriam à Eurovisão da canção se ganhassem.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.