A guerra no Irão entrou esta segunda-feira no terceiro dia e verificou-se um escalar das ofensivas. Teerão prometeu que não vai desistir até terminar com os adversários e Donald Trump respondeu que está preparado para continuar a guerra durante várias semanas.
Protesto após a morte da mulher do líder supremo do IrãoPTI via AP
Donald Trump falou esta segunda-feira na Casa Branca sobre a guerra contra o Irão. O presidente norte-americano começou por partilhar que “o Irão recusou parar o programa de armas nucleares”, mesmo depois de os Estados Unidos terem “aniquilado” o seu programa nuclear com os ataques do ano passado.
O líder norte-americano voltou a referir que a guerra está planeada para durar “quatro a cinco semanas”, no entanto o seu exército “pode aguentar durante muito mais tempo”: “Nunca fico aborrecido”.
Também garantiu a um jornalista da CNN que a "grande onda" da ofensiva norte-americana ainda estava por vir. "Ainda nem começámos a atacá-los com força. A grande onda ainda não aconteceu. A grande onda está a chegar em breve", afirmou o republicano.
2Israel assegura que regime iraniano está a chegar ao fim
"Lançámos esta campanha para afastar qualquer tentativa de renovar ameaças existenciais e também nos comprometemos a criar as condições que permitam ao valente povo iraniano livrar-se do domínio da tirania" disse o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu esta segunda-feira.
O primeiro-ministro israelita diz que esse dia "está a aproximar-se" e que, quando chegar, "Israel e os Estados Unidos estarão ao lado do povo iraniano".
3Irão declara guerra até ao fim
O Governo iraniano apelou à população para se reunir em Teerão em apoio à República Islâmica. De momento é a Guarda Revolucionária do Irão quem está a comandar o país e que lançaram os ataques desta segunda-feira. Segundo estes, as forças armadas iranianas "atacaram 60 alvos estratégicos e 500 alvos militares americanos e do regime sionista [Israel]" desde o início da guerra.
"O Irão, ao contrário dos Estados Unidos, preparou-se para uma longa guerra", disse o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, na rede social X. Anteriormente, Trump disse que os EUA estavam preparados para uma guerra de quatro a cinco semanas. Teerão "não negociará com os Estados Unidos" e lutará "custe o que custar", acrescentou Larijani.
Israel apelou aos habitantes de vários edifícios nos subúrbios a sul de Beirute, bastião do movimento xiita apoiado pelo Irão, o Hezbollah, para que saíssem antes dos ataques, tal como os habitantes de 16 aldeias do sul e leste do Líbano. Beirute foi alvo de bombardeamentos e muitos moradores fogem agora para o sul do país, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
Israel afirmou ter morto no domingo, na capital, o chefe dos serviços secretos do movimento xiita, Hussein Moukalled.
De acordo com o último balanço oficial, os ataques israelitas causaram 52 mortos e 154 feridos no Líbano.
6Base britânica atingida
A pista da base aérea britânica de Akrotiri, Chipre, foi atingida por um engenho iraniano, de acordo com o Presidente cipriota, Nikos Christodoulides.
"Embora a República de Chipre não tenha sido o alvo, quero ser clara: estamos coletivamente, firmemente e de forma inequívoca ao lado dos nossos Estados-membros perante qualquer ameaça", afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
7Países do Golfo atingidos
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atacado um petroleiro no estreito de Ormuz, apresentado como ligado aos Estados Unidos.
"O petroleiro ATHE NOVA, um dos aliados americanos no estreito de Ormuz, continua em chamas após ter sido atingido por dois drones", declarou o Corpo da Guarda Revolucionária.
O Ministério da Defesa do Qatar anunciou que a Força Aérea do país abateu hoje dois caças-bombardeiros Su-24 provenientes do Irão e intercetou sete mísseis balísticos e cinco drones depois de a República Islâmica ter atacado instalações de gás do emirado.
No Bahrein um navio atingido por "projéteis de origem desconhecida" num porto, provocou um incêndio, sem vítimas, segundo a agência britânica de segurança marítima.
O Ministério do Interior do Bahrein afirmou que uma pessoa morreu num incidente separado.
Em Omã, um petroleiro foi atingido ao largo da costa e um cidadão indiano morreu, segundo as autoridades do país que mediava as negociações entre o Irão e os Estados Unidos sobre o programa nuclear de Teerão.
O exército da Arábia Saudita elevou os seus níveis de alerta, de acordo com uma fonte próxima das Forças Armadas em declarações à AFP.
O país registou que "mísseis iranianos com destino à base do príncipe Sultan", que abriga militares norte-americanos, "foram novamente intercetados na manhã de hoje".
Já no Kuwait um correspondente da AFP viu uma cortina de fumo preta e espessa a subir da embaixada dos Estados Unidos.
O exército do Kuwait afirmou ter intercetado vários drones iranianos.
Jornalistas da AFP em Doha, Abu Dhabi e Dubai também ouviram explosões.
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