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Irão: Ofensiva terrestre importante de Israel no Líbano "deve ser evitada" defendem cinco países ocidentais

O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah atacou Israel para vingar o assassinato do guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, morto a 28 de fevereiro.

Os responsáveis de cinco países ocidentais, Alemanha, Canadá, França, Itália e Reino Unido, defenderam esta segunda-feira, num comunicado conjunto, que uma operação terrestre israelita de grande escala no Líbano "deve ser evitada".

Ataques de Israel atingem o sul do Líbano
Ataques de Israel atingem o sul do Líbano Marwan Naamani/picture-alliance/dpa/AP Images

"Uma ofensiva terrestre israelita de grande envergadura teria consequências humanitárias devastadoras e poderia conduzir a um conflito prolongado", afirmam na nota  conjunta dos líderes de Alemanha, Canadá, França, Itália e Reino Unido.

"A situação humanitária no Líbano, nomeadamente os deslocamentos massivos de população que continuam, já é profundamente alarmante", alertam no comunicado.  

Antes desta nota, o exército israelita anunciou ter lançado "operações terrestres limitadas" contra o movimento islamista Hezbollah no sul do Líbano, onde mais de um milhão de pessoas estão deslocadas desde o início da guerra.  

Os líderes dos cinco países também "condenaram a decisão do Hezbollah de se juntar ao Irão nas hostilidades", apelando-lhe para "depôr as armas".  

O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah atacou Israel para vingar o assassinato do guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, morto a 28 de fevereiro, no primeiro dia da ofensiva de Israle e dos Estados Unidos contra o Irão. Israel lançou, em retaliação, ataques aéreos massivos sobre o Líbano.

Desde então Israel tem bombardeado intensamente o sul do Líbano com forças de artilharia e blindados.

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