EUA lançam novos ataques contra o Irão em retaliação: "Violência será respondida com violência"
Irão atacou um navio cargueiro no Estreito de Ormuz com quatro drones e o cenário levou os EUA a responderam pela mesma moeda, atacando locais de "armazenamento de mísseis e drones iranianos".
As forças norte-americanas lançaram na sexta-feira um ataque contra o Irão em retaliação a um outro lançado na quinta-feira pela República Islâmica contra um navio cargueiro no Estreito de Ormuz, avançou o Comando Central dos EUA (Centcom).
O ataque iraniano contra o navio cargueiro envolveu alegadamente quatro drones, sendo que três deles terão sido abatidos. Segundo a Guarda Revolucionário iraniana, a marinha "atacou os locais onde as forças militares terroristas dos EUA estão estacionadas na região". Apesar disso, "a tripulação, o navio e a carga estão em segurança" e, segundo a empresa de navegação taiwanesa Evergreen, o navio cargueiro conseguiu prosseguir a sua viagem em direção ao Oceano Índico.
O cenário não agradou, contudo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou o Irão de "violar o cessar-fogo". Isso fez com que na sexta-feira as forças americanas lançassem um ataque contra território iraniano que tiveram como alvo várias instalações de mísseis e drones perto do Estreito de Ormuz e da Ilha de Qeshm.
Os EUA atacaram "locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos", informou o Comando Central (Centcom), que apelidou este ataque de "resposta energética".
A Guarda Revolucionária iraniana já avisou, no entanto, que quaisquer outros ataques por parte dos EUA serão recebidos com uma resposta mais ampla, segundo um comunicado divulgado pelo comunicação social local, isto porque o acordo de cessar-fogo deu ao ao Irão o controlo sobre o tráfego de navios no Estreito de Ormuz, acrescentou a mesma fonte.
“Os Estados Unidos, ao provocarem em várias frentes, procuraram violar esse compromisso e a resposta necessária foi dada e continuará a ser dada. Se a agressão se repetir, a nossa resposta será mais abrangente”, ameaçou a guarda.
Ebrahim Azizi, um alto funcionário da segurança iraniana, afirmou contudo que o Irão não está à procura de intensificar o conflito. “Isto não é uma violação do cessar-fogo. É gestão do cessar-fogo”, escreveu.
Apesar do surgimento destas divergências, os militares norte-americanos garantiram que iriam continuar a cumprir o acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão. “As forças armadas dos EUA permanecem presentes e vigilantes para garantir que todos os aspetos do acordo com o Irão são respeitados, obedecidos e estejam em pleno vigor e efeito”, disse o Centcom.
“O Irão assinou um acordo de cessar-fogo. Nós respeitamos-o. Se eles discordam sobre como o memorando de entendimento está a ser aplicado, podem ligar para nós”, escreveu nas redes sociais o vice-presidente dos EUA, JD Vance. “Mas violência será respondida com violência.”