"É importante que fique muito assente que qualquer visão alternativa às Nações Unidas não terá o nosso acolhimento", garantiu.
O primeiro-ministro avisou esta quinta-feira que "qualquer visão alternativa às Nações Unidas" é desajustada e não terá o acolhimento de Portugal, apesar de admitir que um Conselho de Paz para monitorizar a situação na Faixa de Gaza poderá ter "alguma participação".
Montenegro alerta para competição com a ONU num Conselho de Paz EPA/OLIVIER MATTHYS
Em declarações aos jornalistas à chegada à cimeira extraordinária do Conselho Europeu, em Bruxelas, Luís Montenegro disse que, perante os restantes líderes europeus, irá defender "uma posição de unidade" no que se refere à participação dos Estados-membros no Conselho de Paz, criado por Donald Trump, mas deixou um aviso.
"É importante que fique muito assente que qualquer visão alternativa às Nações Unidas não terá o nosso acolhimento. Não há alternativa às Nações Unidas, é nas Nações Unidas que o contexto multilateral se expressa e a concertação das Nações se deve evidenciar", acentuou.
O primeiro-ministro referiu, contudo, que "a ideia de poder haver um Conselho de Paz para acompanhar e monitorizar o processo de paz na Faixa de Gaza pode eventualmente ter algum desenvolvimento e alguma participação".
"Tudo aquilo que possa extravasar esse objetivo, de uma natureza genérica de intervenção de alguma maneira concorrencial com o espírito e funcionamento das Nações Unidas, parece-nos completamente desajustado", frisou.
Montenegro disse, no entanto, que não pretendia adiantar mais nada sobre este assunto de momento, porque "quem procura uma solução de unidade, de solidariedade e de uma posição conjunta, também precisa naturalmente de ouvir os outros parceiros".
"É isso que Portugal fará", referiu.
Nestas breves declarações aos jornalistas, Montenegro foi ainda questionado se discutiu e coordenou com o Presidente da República, mas também com os dois candidatos presidenciais -- António José Seguro e André Ventura --, as posições que Portugal irá assumir nesta cimeira.
Sem responder se falou com os dois candidatos, o primeiro-ministro salientou que Marcelo Rebelo de Sousa está "no exercício pleno da sua função" e frisou que "toda a cooperação institucional continua a ser feita entre o Governo e o Presidente da República".
"Posso confirmar que já falei algumas vezes com o senhor Presidente da República sobre este e outros temas da nossa agenda interna e externa", disse.
Sobre se admite mudar a sua posição de neutralidade relativamente às eleições presidenciais, depois de a RTP ter avançado que Luís Marques Mendes deverá apoiar António José Seguro na segunda volta, Montenegro disse apenas que não tem nada a acrescentar sobre a matéria.
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