Herman Galushchenko foi detido por alegado branqueamento de capitais e participação numa rede criminosa.
Um tribunal da Ucrânia determinou na terça-feira uma fiança de 200 milhões de hryvnias (3,9 milhões de euros) para o ex-ministro da Energia Herman Galushchenko detido por alegado branqueamento de capitais e participação numa rede criminosa.
Herman Galushchenko, à esquerda, na foto com o diretor da Agência Internacional de Energia AtómicaAP
Galushchenko foi detido no fim de semana depois de ter tentado cruzar a fronteira para fugir à "Operação Midas", considerada a maior investigação de corrupção na Ucrânia desde o início da invasão russa, há quatro anos.
O processo centra-se num sistema de subornos de larga escala que envolve contratos da Energoatom, a operadora estatal de centrais nucleares.
Caso pague a caução, o tribunal ordenou que Galushchenko compareça periodicamente perante as autoridades, não saia de Kiev sem autorização, entregue o passaporte, se abstenha de comunicar com outros suspeitos e use uma pulseira eletrónica, segundo a agência noticiosa privada espanhola Europa Press.
Quando se demitiu em novembro do ano passado por exigência do Presidente Volodymyr Zelensky, devido ao avanço das investigações sobre o caso, Galushchenko ocupava a pasta da Justiça desde julho desse ano, depois de ter sido ministro da Energia, cargo que ocupava quando a Rússia invadiu o país em fevereiro de 2022.
O político, que considera a sua detenção ilegal, enfrenta uma pena de prisão de sete a doze anos, pela presumível participação no esquema de corrupção em grande escala no setor energético da Ucrânia.
Os investigadores revelaram que cerca de 7,4 milhões de dólares (6,2 milhões de euros, ao câmbio atual) foram transferidos para contas bancárias pertencentes à família de Galushchenko, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
Além destes valores, as autoridades calculam que mais de 2,7 milhões de euros tenham sido entregues em numerário diretamente à família do ex-governante, na Suíça.
As autoridades suspeitam de Timur Mindich, coproprietário da produtora Kvartal 95, como o líder da rede.
Mindich, que se encontra em parte incerta fora da Ucrânia, é um antigo sócio de Zelensky, que fundou a produtora antes de assumir a chefia do Estado.
A Ucrânia tem enfrentado problemas crónicos de corrupção, sendo o combate ao flagelo considerado uma condição essencial para a adesão à União Europeia (UE).
O escândalo surge numa altura em que as autoridades ucranianas tentam implementar as reformas necessárias para cumprir as normas estabelecidas pela UE para os países candidatos.
Tribunal fixa fiança de 3,9 milhões de euros para ex-ministro da Energia da Ucrânia
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