Sete museus arderam nos últimos dez anos no Brasil

Sete museus arderam nos últimos dez anos no Brasil
Diogo Barreto 04 de setembro de 2018

Os fogos têm destruído espaços icónicos brasileiros. O fogo que arrasou o Museu Nacional do Brasil é o último exemplo.

O Museu Nacional do Brasil ardeu durante a madrugada desta segunda-feira e com ele, desapareceu o seu acervo de cerca de 20 milhões de peças. Parte da história do Brasil e de Portugal, bem como do Egipto e da Humanidade, ficaram em cinzas. As críticas acumularam-se e levantou-se uma grande revolta contra a falta de investimento por parte do estado brasileiro na preservação do museu. Mas o país não é alheio às chamas a destruírem propriedade cultural e científica. Pelo menos oito espaços culturais foram destruídos pelas chamas na última década, no Brasil, a contar com o grande incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, esta segunda-feira.

Teatro Cultura Artística
No dia 17 de Agosto de 2008, o Teatro Cultura Artística, em São Paulo, foi parcialmente destruído por um incêndio e consequentemente foi desactivado. Desde então que este teatro histórico com duas salas (uma com 1.156 poltronas e outra com 339 lugares), que mantém ainda o maior fresco existente de Di Cavalcanti, medindo 48 metros de largura por 8 de altura, está parado. Em 2009 foi iniciado o processo para transformar o local em património público.

Instituto Butantan
Mas não só de espaços artísticos se conta esta história marcada pelas chamas. A 15 de Maio de 2010, o prédio das colecções do Instituto Butantan - um dos mais importantes centro de pesquisa biológica brasileiros - ardeu parcialmente, tendo-se perdido mais de 70 mil espécimes de serpentes e também cerca de 450 mil espécimes de artrópodes. Eram mais de 100 anos de pesquisa e colecção de milhares de espécimes. O prédio não tinha um sistema de protecção contra incêndios eficaz. 

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