Portuguesa acusada de ser neo nazi presente a tribunal em Londres

Lusa 19 de janeiro de 2018
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Uma mulher portuguesa, acusada de pertencer a um grupo neonazi proibido pelo governo do Reino Unido, vai hoje ser presente a um tribunal criminal em Londres

Uma mulher portuguesa, acusada de pertencer a um grupo neonazi proibido pelo governo do Reino Unido, vai hoje ser presente a um tribunal criminal em Londres juntamente com outros cinco britânicos acusados de instigarem ou prepararem actos terroristas.

Claudia Patatas, de 38 anos, vai ser presente a um juiz no tribunal criminal central de Londres para uma audiência onde deverá alegar inocência ou culpa, juntamente com os restantes suspeitos.

Os seis réus ficaram sob prisão preventiva após a audiência no tribunal de Magistrados de Westminster de 9 de Janeiro, onde foram confrontados com as acusações de envolvimento na preparação e instigação de actos de terrorismo e de serem membros da organização Acção Nacional.

A portuguesa, residente na localidade de Banbury, 130 quilómetros a noroeste de Londres, foi mantida sob prisão preventiva juntamente com outros cinco homens, um dos quais o alegado companheiro.

Adam Thomas, de 21 anos e residente na mesma morada que Cláudia Patatas, é acusado de posse de "informações de tipo susceptível de ser útil a uma pessoa que cometa ou prepara um acto de terrorismo".

De acordo com a imprensa britânica, o jovem, que se apresentou no tribunal de cabeça rapada, teria na sua posse uma cópia do livro The Anarchist Cookbook (O Livro de Cozinha do Anarquista), cujo conteúdo inclui instruções para o fabrico de engenhos explosivos.

A polícia de West Midlands, que coordenou a operação e fez as primeiras detenções e iniciou as buscas a 3 de Janeiro, nomeou os restantes elementos: Nathan Pryke, de 26, Darren Fletcher, de 28 anos, Daniel Bogunovic, de 26 anos, Joel Wilmore, de 24 anos.

Fletcher é acusado de cinco acusações de desrespeitar uma ordem de comportamento anti-social e Bogunvic foi também acusado de uma infracção separada de incitar o ódio racial ao colar autocolantes da Acção Nacional no campus da Universidade de Aston, em Julho de 2016.

A polícia frisou que as detenções realizadas a 3 de Janeiro, completadas por buscas em vários locais, foram planeadas e desencadeadas por informação, e não devido à existência de uma ameaça iminente para a segurança pública.

A Acção Nacional, declarada oficialmente ilegal em Dezembro de 2016 após três anos de existência, foi a primeira organização de extrema-direita a ser considerada proibida no país enquanto grupo terrorista devido ao material que disseminava na Internet, nomeadamente nas redes sociais, com imagens e linguagem violentas e apelos a actos de terrorismo.

Os seus membros ou apoiantes podem ser condenados até 10 anos de prisão.
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