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Polícia do Egito mata um dos envolvidos em ataque a mosteiro

O ataque ocorre antes da visita ao Egito do papa Francisco, na próxima semana

A polícia do Egipto localizou e matou um dos envolvidos no ataque a um posto de controlo próximo do mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai, em que morreu um agente policial, anunciou esta quarta-feira o Governo egípcio.

O ataque, reivindicado pelo grupo radical Estado Islâmico (EI), causou a morte a um polícia e feriu pelo menos outros três. Trata-se de uma acção pouco comum do EI na região, próxima de destinos turísticos populares na costa do Mar Vermelho.

O Ministério do Interior afirmou que membros de tribos beduínas ajudaram a identificar vários militantes que fugiram do local do ataque.

O Governo egípcio adiantou que as forças de segurança localizaram depois e mataram um dos militantes, mas não especificou o que aconteceu com os outros. 

Está a decorrer uma investigação para identificar o militante morto.

O monge Damyanos, que vive no mosteiro desde 1963, relatou que o ataque o apanhou de surpresa. "O mosteiro está muito calmo", descreveu o religioso, com 81 anos, acrescentando que os monges não têm medo e acreditam que Deus os observa.

O mosteiro de Santa Catarina, datado do século VI e classificado como património mundial da Humanidade, localiza-se no sopé do Monte Horeb e é uma das principais atracções turísticas no Sinai do Sul.

O EI está mais presente no norte do Sinai, mas os militantes atacam ocasionalmente as regiões do centro e do sul da península.

No ataque de terça-feira, os militantes abriram fogo a partir de um ponto mais elevado em relação ao posto de controlo da polícia, no exterior do mosteiro.

Um grupo que monitoriza a actividade de militantes na Internet afirmou que a agência noticiosa Aamaq, associada ao EI, anunciou que o ataque foi perpetrado por elementos desta organização.

O ataque ocorre antes da visita ao Egito do papa Francisco, na próxima semana.

No domingo de Páscoa, bombistas suicidas atacaram duas igrejas coptas nas cidades egípcias de Tanta e de Alexandria, causando 45 mortes, atentados também reivindicados pelo EI.

O EI prometeu realizar mais ataques contra cristãos no Egipto, que representam cerca de 10% da população egípcia, de 92 milhões de pessoas.