Papa não fala dos rohingyas na Birmânia

Susana Lúcio 28 de novembro de 2017

O papa Francisco não se referiu directamente à etnia muçulmana que fugiu do país aos milhares depois de uma ofensiva militar que terá destruído muitas das suas aldeias

O papa Francisco não se referiu directamente aos rohingyas, no segundo dia de visita oficial à Birmânia, mas salientou que o futuro da Birmânia passa pelo "respeito por todos os grupos étnicos". Antes, a líder de facto do país, Aung San Suu Kyi, comprometeu-se a proteger os direitos e a promover a tolerância "para todos".

A líder do governo birmanês e prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, foi a primeira a discursar numa cerimónia realizada na capital administrativa do país, Nepiedó. A líder garantiu que o objectivo do governo é "destacar e reforçar a beleza da diversidade" da Birmânia "protegendo os direitos, promovendo a tolerância e garantindo a segurança para todos".

Francisco pediu "respeito pelo Estado de direito e por uma ordem democrática que permita a cada indivíduo e a cada grupo - sem excluir ninguém - dar a sua contribuição legítima para o bem comum". Mas o papa nunca referiu os rohingyas, numa tentativa de evitar um incidente diplomático e religioso.

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