Pablo Iglesias, o político que "cavalgou contradições" para chegar ao poder

Cátia Andrea Costa 13 de novembro de 2019

O professor universitário de rabo-de-cavalo e sem gravata tornou-se líder do Podemos depois de ser peça fundamental do movimento de Indignados em Espanha. Mas a vida política, com muitas controvérsias, começou no seio familiar e no bairro operário que abandonou já estava na liderança do partido.

O dia 15 de maio de 2011 é um dos mais importantes da vida de Pablo Iglésias. Foi nesse dia que nasceu o chamado movimento dos Indignados espanhóis, que levou para as ruas de várias cidades espanholas milhões de pessoas insatisfeitas com as medidas de austeridades aplicadas no país para enfrentar a crise financeira. O 15-M foi também o berço do Podemos, o partido político liderado pelo professor universitário de rabo-de-cavalo que agora chegou a vice-presidente do governo de Espanha.

O Podemos nasceu a 6 de janeiro de 2014, dia em que Pablo Iglesias se tornou seu secretário-geral do partido que poucos meses depois elegeria cinco eurodeputados, tornando-se um dos principais destaques das Europeias desse ano. "O céu não se conquista através de consensos, conquista-se por assalto", disse na abertura da primeira assembleia do partido, citado pela imprensa espanhola.

O professor universitário, de 41 anos – nasceu a 17 de outubro de 1978 -, construiu a sua consciência política no seio de uma família militante. Os avós pertenceram ao PSOE – o avô foi mesmo condenado à morte pelo regime franquista, uma pena que acabou por ser comutada-, a mãe foi advogada das Comissões Operárias e o pai fez parte da FRAP (Frente Revolucionária Antifascista e Patriótica).

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