Miguel Uribe estava internado, depois de ter sido baleado três vezes por um jovem de 15 anos.
Morreu esta segunda-feira, em Bagotá, Miguel Uribe Turbay. O candidato à presidência da Colômbia havia sido alvo de um atentado a 7 de junho e, depois de meses de internamento, acabou por não resistir aos ferimentos.
GDA via AP Images
O atirador - um jovem de 15 anos que acabou detido - disparou pelo menos oito tiros contra Turbay, enquanto ele realizava uma ação de campanha no bairro de Modelia, em Bagotá, e três das balas atingiram a cabeça do senador. Após os disparos foi de imediato assistido pelos seus guarda-costas. Na sequência do tiroteio, a polícia deteve seis pessoas.
Turbay, que era um dos favoritos na corrida presidencial, foi transportado para a Fundación Santa Fe, em Bogotá, e submetido a uma cirurgia, depois da qual permaneceu sempre internado. No entanto, o seu estado de saúde piorou durante este fim de semana, e acabou mesmo por não resistir.
"Terminados os procedimentos neurocirúrgicos e à perna esquerda, foi transferido para os cuidados intensivos para estabilização pós-operatória. Está em estado extremamente grave e o seu prognóstico é reservado", indicava o relatório médicos após a cirurgia de emergência a que foi submetido.
Turbay, de 39 anos, era candiato pelo partido de direita Centro Democrático à presidência, para as eleições de 2026. Este partido foi fundado por Álvaro Uribe, que foi recentemente condenado a 12 anos de prisão domiciliária por suborno e fraude.
O senador nasceu a 28 de janeiro de 1986. Era filho de Diana Turbay, uma jornalista que foi sequestrada e assassinada em 1991 a mando de Pablo Escobar, e neto do ex-presidente colombiano Julio César Turbay. Apesar de partilhar o mesmo nome com Álvaro Uribe, não possuem qualquer relação familiar.
Era casado com María Claudia Tarazona, com quem partilhava um filho.
“Serás sempre o amor da minha vida. Obrigada por uma vida cheia de amor, obrigada por seres um pai para as meninas, o melhor pai para o Alejandro”, escreveu a mulher na rede social Instagram.
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Maioria dos problemas que afetam o sistema judicial português transita, praticamente inalterada, de um ano para o outro. Falta de magistrados do Ministério Público e de oficiais de justiça continua a ser uma preocupação central. A esta escassez humana soma‑se a insuficiência de meios materiais e tecnológicos.