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A primeira-ministra japonesa vai adiantar mais detalhes sobre a dissolução da Câmara Baixa do Parlamento a 19 de janeiro. Sanae Takaichi quer reforçar a maioria de forma a reforçar a agenda política mais agressiva.
Ainda nem três meses se passaram desde que assumiu a liderança do Japão, mas a primeira-ministra está pronta para enfrentar novamente o teste de aprovação do povo nipónico.
Sanae Takaichi é a primeira mulher a liderar o Governo do JapãoEugene Hoshiko / AP
Na próxima semana, a 19 de janeiro, Sanae Takaichi, do Partido Liberal Democrático (PLD), vai dissolver a Câmara Baixa do Parlamento e convocar eleições antecipadas, com o objetivo de consolidar a liderança e garantir um mandato para a nova coligação.
"As últimas eleições foram feitas com a coligação PLD-Komeito, mas o nosso parceiro de aliança mudou e o público ainda não se manifestou", justificou o secretário-geral PLD ,Shunichi Suzuki, citado pela Bloomberg. Nas eleições de outubro, o Komeito desistiu da coligação, tendo o PLD optado por uma aliança com o Partido da Inovação do Japão (JIP).
O PLD não esconde outro dos motivos pelos quais querem ir a eleições: a primeira-ministra quer aprovação pública para poder implementar as políticas, como um aumento dos gastos orçamentais e uma revisão da estratégia de defesa do país. Takaichi quer, assim, um reforço dos seus poderes ao capitalizar os elevados índices de apoio - segundo apontam as sondagens -, para continuar a implementar uma agenda política mais agressiva e políticas económicas pró-estímulo.
Tudo aponta para que a convocação oficial de eleições seja feita a 23 de janeiro, com a ida às urnas a ser marcada para dia 8 de fevereiro. Caso alcance uma maioria na Câmara Baixa do Parlamento, Takaichi poderá cimentar o seu lugar como primeira-ministra - a primeira mulher no cargo - por largos anos.
No entanto, há riscos que o Governo corre. O antigo primeiro-ministro, Shigeru Ishiba, também optou por convocar eleições antecipadas e acabou por perder a maioria. Além disso, a nova coligação PLD-JIP ainda não foi testada como força eleitoral e não tem um acordo eleitoral.
As eleições em fevereiro vão ainda atrasar a aprovação do Orçamento do Estado para o ano fiscal, que arranca em abril. Este fator gera críticas entre a oposição de que Takaichi está a deixar para trás as medidas de combate à inflação, enquanto se concentra em cimentar o seu próprio poder.
O aliado de coligação, Hirofumi Yoshimura, citou a necessidade de consolidar um mandato para a nova aliança. "Em vez de continuar com um governo instável, acredito que, para realmente construir uma economia forte e implementar várias medidas de apoio económico para a população, devemos procurar firmemente a confiança do povo", disse. "Se conquistarmos essa confiança, acredito que poderemos acelerar os nossos esforços", acrescentou.
Menos de três meses depois Japão volta a ir a eleições legislativas
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