O caso foi encaminhado para o comissário parlamentar responsável pela investigação pelo principal partido da oposição, o Partido Conservador, que argumenta que a doação deveria ter sido declarada a partir do momento em que Farage foi eleito para entrar no Parlamento.
Nigel Farage, o líder do partido de extrema-direita britânico, Reform UK, e um dos responsáveis pelo Brexit, está a ser investigado por uma comissão parlamentar por uma doação de mais de 5 milhões de libras, mais de 5,7 milhões de euros, não declarada, oferecida pelo multimilionário Christopher Harborne.
Nigel Farage, líder do Reform UK, está a ser investigado por doação milionária não declaradaAP
Segundo o jornal britânico The Times, que cita Daniel Greenberg, o comissário parlamentar responsável, a investigação tem como objetivo determinar se Farage violou as regras que obrigam os deputados a declarar os interesses financeiros quando são eleitos pela primeira vez como deputados. Contudo, o líder partidário do Reform UK insistiu que o dinheiro era uma “doação pessoal” e que, por isso, não precisava de ser declarada.
O caso foi encaminhado para Daniel Greenberg pelo principal partido da oposição, o Partido Conservador, que argumenta que a doação deveria ter sido declarada a partir do momento em que Farage foi eleito para entrar no Parlamento. A doação foi inicialmente noticiada pelo jornal britânico The Guardian, que afirma que o líder partidário a recebeu e que “passadas poucas semanas” anunciou a sua candidatura.
O código de conduta do Parlamento britânico, também conhecido como a Câmara dos Comuns, estabelece que os novos deputados “devem registar todos os seus interesses financeiros atuais e quaisquer benefícios sujeitos a registo (exceto rendimentos) recebidos nos 12 meses anteriores à sua eleição”.
Embora “ofertas estritamente pessoais” estejam isentas, o código acrescenta que “devem ser considerados tanto o possível motivo de quem oferece como o uso que será dado à oferta. Em caso de dúvida, o benefício deve ser registado”.
O Reform UK conquistou lugares ao Partido Conservador e ao Partido Trabalhista nas eleições da semana passada. O partido conquistou mais de 1,400 lugares em câmaras municipais por toda a Inglaterra e lugares no Parlamento do País de Gales. A vitória esmagadora levou a pedidos de demissão do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, de pelo menos 80 deputados trabalhistas, alimentando uma onda de contestação interna e especulações de possíveis sucessores.
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