Joshua Wong, o jovem símbolo que inspira os protestos de Hong Kong

Cátia Andrea Costa 06 de agosto de 2019

Tornou-se famoso, em 2014, ao ser considerado um dos líderes do "Movimento dos Guarda-Chuvas", tinha então 17 anos. Formou um partido, foi preso e considerado uma das pessoas mais influentes do mundo por revistas de prestígio. Promete só parar de lutar quando o território viver em democracia.

A China falou sem contemplações: os participantes dos protestos em Hong Kong são "criminosos e radicais" que "serão punidos". "Nunca subestimem a forte determinação e o imenso poder do governo central", disse esta terça-feira o porta-voz do Gabinete de Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado chinês, Yang Guang, numa conferência de imprensa, um dia após uma greve geral e manifestações marcadas por mais confrontos com a polícia na antiga colónia britânica.

A resposta também foi dura: "Pequim não governa Hong Kong pela lei, governa pelo gás lacrimogéneo. O autor da frase, citada pelo New York Times, é Joshua Wong, um dos símbolos das manifestações de 2014 que defendiam eleições livres e uma inspiração para o atual movimento, sem líderes, que há quase dois meses está nas ruas exigindo mais liberdades.

Os protestos começaram com uma proposta de alteração à lei da extradição, que permitiria ao Governo e aos tribunais da região administrativa especial a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental. A proposta foi, entretanto, suspensa, mas as manifestações generalizaram-se e denunciam agora aquilo que os manifestantes afirmam ser uma "erosão das liberdades" na antiga colónia britânica.

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