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Irão usou satélite espião chinês para identificar bases dos Estados Unidos

Lusa 15 de abril de 2026 às 10:01
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Notícia foi avançada esta quarta-feira pelo Financial Times.

O Irão adquiriu secretamente no final de 2024 um satélite espião chinês que lhe possibilitou identificar e atacar bases militares dos Estados Unidos na atual guerra, noticiou esta quarta-feira o Financial Times.

Xi Jinping, presidente da China
Xi Jinping, presidente da China EPA

Segundo documentos militares iranianos citados pelo jornal britânico, o satélite chinês TEE-01B foi entregue à força aeroespacial dos Guardas da Revolução no final de 2024, após ter sido lançado a partir da China, e foi posteriormente utilizado para vigiar instalações militares norte-americanas.

A China, principal parceiro comercial do Irão e um dos seus aliados mais influentes, tem condenado a guerra desde a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra Teerão, em 28 de fevereiro, mas tanto o Irão como Pequim têm evitado comentar o alegado apoio que o país asiático poderá estar a prestar.

Segundo o Financial Times, imagens captadas pelo satélite em março, antes e após ataques contra alvos na Arábia Saudita, Jordânia, Bahrein, Kuwait, Omã e Iraque, coincidem com atividades de vigilância em torno das datas dos bombardeamentos reivindicados pelo Irão.

A maioria dos países do Médio Oriente que acolhem bases militares norte-americanas e mantêm relações com Washington tem sido alvo de ataques iranianos desde o início do conflito.

Muitos desses países mantêm também relações próximas com Pequim, que mediou o restabelecimento de relações diplomáticas entre o Irão e a Arábia Saudita em 2023.

O TEE-01B é capaz de captar imagens com uma resolução de cerca de meio metro, comparável à de satélites comerciais ocidentais de alta resolução, representando uma melhoria significativa nas capacidades do Irão, ao permitir uma melhor identificação de aeronaves, veículos e infraestruturas.

O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu na terça-feira um cessar-fogo "abrangente e duradouro" no Médio Oriente, durante um encontro em Pequim com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, num contexto de escalada de tensões na região devido à crise no estreito de Ormuz.

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