Seria acompanhada por um alívio das sanções, segundo indica o Wall Street Journal.
Os Estados Unidos propuseram uma suspensão de 20 anos do programa de enriquecimento de urânio iraniano, com vista a um acordo para pôr fim à guerra, informou a comunicação social norte-americana na segunda-feira.
JD Vance, vice-presidente dos EUA, saiu de mãos vazias das negociações com o IrãoAndrew Harnik/AP
Jornais norte-americanos, que citam responsáveis próximos das discussões, realizadas no sábado em Islamabade, Washington pediu a Teerão, nessa ocasião, que se comprometesse a não enriquecer urânio durante duas décadas.
Esta pausa de 20 anos seria acompanhada por um alívio das sanções, indica o Wall Street Journal.
Em troca, o Irão teria proposto suspender as atividades nucleares durante cinco anos, escreveu, por sua vez, o The New York Times
O Presidente norte-americano, Donald Trump, desencadeou a guerra em 28 de fevereiro, afirmando que o Irão estava a desenvolver uma bomba atómica — o que Teerão nega — e prometendo nunca permitir que o país tivesse uma arma nuclear.
O vice-presidente norte-americano, JD Vance, saiu de mãos vazias das negociações com o Irão no domingo, sendo que os principais pontos de discórdia dizem respeito à reabertura do estreito de Ormuz e ao programa nuclear iraniano.
Estas propostas relatadas pela imprensa dos EUA parecem ser uma versão atenuada das exigências formuladas publicamente por Donald Trump, que exigiu que o Irão renunciasse definitivamente às ambições nucleares.
Em 2018, durante o primeiro mandato presidencial, Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear celebrado em 2015 entre o Irão e as grandes potências, um documento que previa um alívio das sanções em troca de limitações rigorosas ao enriquecimento de urânio e de um controlo reforçado das instalações do país.
"Uma coisa é os iranianos afirmarem que não irão dotar-se de armas nucleares, mas outra coisa é nós implementarmos os mecanismos necessários para garantir que isso não aconteça", afirmou JD Vance na segunda-feira, no final das negociações de paz infrutíferas no Paquistão, acrescentando que os Estados Unidos apresentaram "linhas vermelhas claras".
O Irão já afirmou excluir qualquer restrição ao direito de enriquecer urânio no âmbito do que afirma ser um programa nuclear civil.
A "questão central" é a retirada de todo o urânio que o Irão já enriqueceu a alto nível, bem como "a garantia de que não haverá mais enriquecimento nos próximos anos, ou mesmo nas próximas décadas", indicou na segunda-feira o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, aliado próximo de Trump.
Moscovo anunciou na segunda-feira que está disposta a acolher em território russo urânio enriquecido iraniano, no âmbito de um eventual acordo de paz entre Washington e Teerão.
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