Grupos de direitos cívicos processaram a subidiária da xAI e acusam-na de não ter autorização para a sua central elétrica que cria riscos de saúde para as famílias no norte do Mississippi.
O governo dos EUA está a ajudar o empresário Elon Musk a defender-se num processo que alega que uma das suas empresas está a gerir ilegalmente dezenas de turbinas de gás natural para abastecer um centro de dados.
AP Photo/Evan Vucci
Este centro está localizado no Estado do Mississippi, e avaliado em 20 mil milhões de dólares.
Os grupos de direitos cívicos que processaram a subidiária da xAI acusam-na de não ter autorização para a sua central elétrica, que está situada perto de casas, escola e igrejas, o que cria riscos de saúde para as famílias no norte do Mississippi e em Memphis, que está nas proximidades, e viola a Lei do Ar Limpo federal.
O Departamento de Justiça, em moção entregue ao fim de segunda-feira, procurou intervir no caso e anular o processo, argumentando que a central é precisa para abastecer um centro de dados, que "é crítico para a economia" e os militares norte-americanos.
O Estado do Mississippi, e não o governo federal, é o responsável pela emissão de autorizações para a central elétrica e "decidiu que não era precisa qualquer autorização", apontou o Departamento da Justiça, na sua declaração.
A posição do Departamento de Justiça é tomada apenas dias depois de a SpaceX, a empresa de Musk que é a 'holding' da xAI, ter feito a maior introdução em bolsa da história, atração que resulta em parte substancial da ajuda do governo de Trump ao proporcionar-lhe contratos no valor de milhares de milhões de dólares.
A SpaceX já tem uma capitalização bolsista superior a dois biliões (milhão de milhões) de dólares, superior à soma das de Exxon Mobil, Bank of America e Coca-Cola.
A diretora da Earthjustice, Laura Thoms, acusou que o centro de dados e a sua poluição estão a "transformar as comunidades em zonas de sacrifício".
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