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FMI anuncia saída do diretor que representou o fundo durante a troika em Portugal

Lusa 07 de janeiro de 2026 às 16:40
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Selassie supervisionou também a criação da 25.ª cadeira do Conselho Executivo, aumentando a participação da África subsaariana nas reuniões da direção.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou hoje que o diretor do departamento africano, Abebe Aemro Selassie, que também representou o Fundo durante a intervenção da 'troika' em Portugal, vai retirar-se do cargo em maio.

Selassie, diretor do FMI, sai após supervisionar a troika em Portugal e aumentar participação da África subsaariana
Selassie, diretor do FMI, sai após supervisionar a troika em Portugal e aumentar participação da África subsaariana Mário Cruz/Lusa

"Como diretor do departamento africano desde 2016, Abebe Selassie orientou o departamento durante um período de profundas mudanças e desafios", afirmou a diretora-geral Kristalina Georgieva num comunicado, lembrando que "supervisionou o envolvimento do Fundo com 45 países da África Subsaariana, respondendo à crescente procura por programas e adaptando-se às necessidades em evolução da região durante um período historicamente desafiante --- desde a pandemia da COVID-19 e o período de alta inflação que se seguiu até às grandes mudanças nas políticas comerciais globais".

Selassie supervisionou também a criação da 25.ª cadeira do Conselho Executivo, aumentando a participação da África subsaariana nas reuniões da direção, e foi também durante o seu mandato que o Fundo teve em funcionamento o maior número do programas de assistência financeira na região.

"Abe defendeu o aconselhamento político personalizado e o desenvolvimento de capacidades para a África Subsaariana, aprofundou o envolvimento em países-chave e ajudou a disponibilizar recursos adicionais para apoiar Estados frágeis e afetados por conflitos", acrescenta-se ainda no comunicado.

Nascido na Etiópia, Selassie entrou no FMI em 1994, foi diretor adjunto do departamento africano, representou o Fundo em Portugal nos anos de intervenção do Banco Central Europeu, FMI e Comissão Europeia, na década passada, e foi também chefe de missão no Uganda, entre outros cargos.

O FMI não anunciou ainda o seu sucessor à frente do departamento africano.