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Estados Unidos cortam ajuda militar na Europa e Médio Oriente para apoiar nações alinhadas com Trump nas Américas

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O Departamento de Estado notificou o Congresso na terça-feira que irá redirecionar 45 milhões de euros em financiamento da Eslováquia, Macedónia do Norte, Tunísia e Iraque para o Panamá, Equador e Colômbia.

A administração Trump anunciou que vai cortar dezenas de milhões de dólares em assistência militar aos países da Europa e do Médio Oriente para apoiar governos com inclinações conservadoras na América Central e do Sul. 

Marco Rubio
Marco Rubio AP Photo/Martin Mejia, Pool

O Departamento de Estado notificou o Congresso na terça-feira que irá redirecionar 52 milhões de dólares - 45 milhões de euros – em financiamento da Eslováquia, Macedónia do Norte, Tunísia e Iraque para o Panamá, Equador e Colômbia.  

O secretário de Estado Marco Rubio visitou estes países da América na semana passada e prometeu-lhes apoio adicional. Esta mandato de Trump fica marcado, na política externa, pela priorização da região americana com ênfase no combate ao narcotráfico e à imigração ilegal.  

O financiamento militar estrangeiro fornece aos países beneficiários dinheiro para que possam comprar equipamentos militares de empresas de defesa norte-americanas.  

O Departamento do Estado já avançou que os fundos serão usados para “combater o narcoterrorismo na região e ajudar a garantir a segurança do Canal do Panamá”, acrescentado ainda que a região tem sido historicamente negligenciada no que toca à assistência militar proveniente dos Estados Unidos.  

“Estes fundos impedirão que adversários estabeleçam pontos de apoio estratégicos no nosso hemisfério”, refere o departamento numa aparente crítica à China, que tem aumentado a sua presença na América Latina. 

A transferência de verbas não significa que o financiamento militar na Tunísia, Iraque, Macedónia do Norte ou Eslováquia termine, no entanto neste momento não é conhecido os valores para que foi alterado.  

Ainda assim o Departamento de Estado afirmou que a distribuição atual do financiamento “não está alinhada com as prioridades do governo”.  

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