Eduardo, o filho que até Bolsonaro desautoriza publicamente

Cátia Andrea Costa 07 de janeiro de 2019

É o terceiro descendente do presidente do Brasil, não esconde a admiração por Trump e Bannon, defende que as mulheres de direita "têm mais higiene" que as de esquerda e não rejeita a possibilidade de seguir as pisadas do pai como chefe de estado.

Nos bastidores da presidência de Jair Bolsonaro há quem tema que Eduardo, o terceiro filho do chefe de estado do Brasil que tomou posse a 1 de janeiro, se torne um problema para o pai: provocador, a viver um período de sucesso político, e sempre à procura de um confronto com os opositores, o jovem de 34 anos tem sido um dos maiores focos de polémica do clã que divide o Brasil. E, nos últimos meses, até o pai se viu na obrigação de o desautorizar publicamente.

Eduardo, político do Partido Social Liberal, não evita dar a sua opinião, seja qual for o tema e mesmo que saiba que isso vai criar alarido – ou fá-lo exatamente por isso. Este fim de semana, usou a redes sociais para lançar um apelo aos professores do ensino secundário, a quem pediu que temas como o feminismo ou ensinar línguas estrangeiras. No mesmo texto, ainda falou sobre como deve ser ensinada a disciplina de História, que deve evitar transmitir uma visão esquerdista do passado. Desta vez, o pai parece ter a mesma opinião, mas o mesmo não aconteceu quando, em outubro de 2018, no final da campanha eleitoral que elegeu Bolsonaro, ameaçou que os militares podiam fechar o Supremo Tribunal Federal – se a candidatura do pai fosse rejeitada. "Se alguém falou em fechar o STF, precisa de consultar um psiquiatra", atirou Jair.

Já depois da eleição, disse a investidores norte-americanos que o pai podia não conseguir aprovar a reforma da Previdência (segurança social). Aos jornalistas, o pai disse que possivelmente o "garoto se tinha equivocado".

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