A primeira-dama vai presidir o Conselho de Segurança da ONU. A ex-modelo terá funções como definir o programa de trabalho das reuniões, gerir negociações e ser a porta-voz do órgão.
Começou a sua vida pública no mundo das passerelles, mas esta segunda-feira (2 de março), aos 55 anos, prepara-se para ser a primeira primeira-dama a presidir um Conselho de Segurança da ONU. "Melania Trump está prestes a fazer história nas Nações Unidas", declarou a presidência norte-americana ao anunciar a nomeação que por norma é atribuída a embaixadores.
Melania Trump lidera debate do Conselho de Segurança da ONUFoto AP/Allison Robbert
1O papel de Melania Trump na ONU
A presidência do Conselho de Segurança da ONU roda todos os meses entre os 15 países membros, seguindo sempre a ordem alfabética e desta vez calhou aos Estados Unidos acartarem esta responsabilidade. Por norma, para este cargo é nomeado um embaixador desse país, no entanto, os norte-americanos decidiram nomear a primeira-dama.
Melania Trump, cuja função enquanto primeira-dama é promover causas sociais, soma agora funções acrescidas: neste Conselho será responsável por definir o programa de trabalho - que entretanto já se sabe que se irá centrar na educação, tecnologia, paz e segurança - presidir as reuniões formais, gerir negociações e ser a porta-voz deste órgão.
2Um conselho discreto
Durante 81 anos foram poucos os casos mediáticos relacionados com a presidência deste Conselho. O caso mais recente remonta talvez a abril de 2023, quando a Rússia assumiu a presidência a meio de uma guerra na Ucrânia e já depois do presidente Vladimir Putin ter sido indiciado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Na altura, a Ucrânia classificou este episódio como uma "piada de mau gosto", ao referir que o país invasor iria definir a agenda do órgão encarregado pela paz mundial.
3As funções da primeira-dama
Como primeira-dama, Melania sempre concentrou os seus esforços nas questões que afetam principalmente as crianças - daí talvez a agenda deste Conselho ser dedicada à Educação. Em 2018, Melania criou a chamada iniciativa Be Best (Ser Melhor), onde o objetivo era promover o bem-estar das crianças e, em maio de 2025, acompanhou Trump na assinatura do "Take it Down Act" - uma lei focada na proteção das crianças e famílias contra a extorsão e exploração online que era uma das prioridades da Be Best.
Três meses depois, em agosto de 2025, Melania foi alvo de várias notícias por ter enviado uma carta ao presidente russo, Vladimir Putin, centrada nas crianças afetadas pela guerra na Ucrânia e criou um "canal de comunicação" com o presidente para apoiar essas mesmas crianças. Como consequência, oito delas foram entregues às respetivas famílias.
Foi também nesse mesmo período que a primeira-dama lançou um desafio nacional para estudantes e professores dos Estados Unidos, dedicado à Inteligência Artificial. O objetivo era preparar a próxima geração para o uso "desta nova importante tecnologia", sublinhando com isto que a IA será o "motor de todos os setores da economia".
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