O documentário "Melania", de Brett Ratner, sobre a vida da primeira-dama dos Estados Unidos dias antes da tomada de posse de Donald Trump em 2025, foi visto por 727 espectadores no fim de semana de estreia em Portugal.
De acordo com dados do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), o filme estreou-se na quinta-feira passada em 25 salas portuguesas, onde foram programadas 121 sessões até domingo, totalizando 727 espectadores e cerca de 5.000 euros de receita de bilheteira.
Em termos de audiência, significa que "Melania" teve, em três dias, uma média de seis pessoas por sessão de cinema.
"Melania", que teve estreia mundial a 30 de janeiro, foi produzido pela Amazon MGM Studios com a Muse Films, produtora criada pela ex-modelo e mulher de Donald Trump, num projeto que envolveu 75 milhões de dólares (cerca de 63 milhões de euros) -- um recorde para um documentário.
O jornal The New York Times escreve que "Melania" é "uma crónica muito circunscrita e cuidadosamente encenada" do dia a dia de Melania Trump nos 20 dias anteriores à tomada de Donald Trump, em janeiro de 2025.
Na semana passada, este jornal sublinhava o facto de quase metade do orçamento de "Melania" ter sido destinado a uma massiva campanha de marketing para a estreia em 3.300 salas de cinema só nos Estados Unidos.
Daqueles 75 milhões de dólares, a Amazon MGM Studios terá pagado 40 milhões de dólares (33,8 milhões de euros) para adquirir os direitos do documentário e de uma futura série televisiva documental, a estrear-se no final deste ano, escreveu o The New York Times.
A imprensa especializada norte-americana deu conta de que o filme teve sete milhões de dólares (5,9 milhões de euros) de receita de bilheteira nos Estados Unidos, o que representa a melhor estreia para um documentário na última década.
A Amazon MGM Studios não divulgou dados de exibição do filme fora dos Estados Unidos.
"Melania" representa ainda um regresso do realizador Brett Ratner ao cinema, do qual estava afastado desde 2017, quando foi acusado por várias mulheres de conduta sexual imprópria; acusações que sempre negou.
Na semana passada, dias antes da estreia, na África do Sul, o distribuidor sul-africano Filmfinity decidiu retirar abruptamente o filme da programação das principais salas do país, invocando "o clima atual", tendo em conta que Governo sul-africano mantém relações tensas com a administração de Trump.