Covid-19: República Checa autoriza viagens ao estrangeiro

Lusa 24 de abril de 2020
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Desde as 00:00 desta sexta-feira "é possível viajar para o estrangeiro, inclusivamente para férias", anunciou o ministro da Saúde local.

O Governo da República Checa acelerou o levantamento das restrições impostas para controlar a pandemia associada ao novo coronavírus, autorizando nomeadamente todas as viagens ao estrangeiro.

rep. checa
rep. checa EPA/MARTIN DIVISEK

Desde as 00:00 de hoje "é possível viajar para o estrangeiro, inclusivamente para férias", anunciou o ministro da Saúde, Adam Vojtech, no final de uma reunião do Conselho de Ministros na quinta-feira à noite.

Ao regressarem ao país, os checos devem apresentar um teste negativo para coronavírus feito no máximo quatro dias antes ou submeter-se a uma quarentena de 14 dias.

Apesar desde anúncio, o Ministério dos Negócios Estrangeiros checo mantém a recomendação de limitar as viagens ao estrangeiro ao essencial, segundo a Rádio Praga.

A par desta reabertura oficial das fronteiras, a República Checa está a negociar acordos bilaterais com a Croácia, Alemanha, Áustria e Eslováquia para permitir que os seus cidadãos viagem para férias nesses países.

O Governo checo decidiu na quinta-feira aliviar várias restrições que estavam em vigor, mantendo embora a obrigação de uso de máscara, o distanciamento social e a proibição de reuniões de mais de 10 pessoas, e não duas, como até agora.

Segundo o ministro, os checos podem voltar a sair à rua e a deslocar-se dentro do território nacional.

Até agora, a população apenas podia sair para trabalhar, comprar bens essenciais, visitar familiares ou ir ao médico, ao abrigo do confinamento geral decretado a 12 de março.

Praga justifica o levantamento de medidas com os dados epidemiológicos positivos e a descida do número de contágios no país em três dias consecutivos, apesar do aumento da realização de testes.

A decisão foi tomada, no entanto, no mesmo dia em que um tribunal municipal considerou ilegais as medidas de restrição da liberdade de movimentos e de suspensão das atividades comerciais, argumentando que elas não podiam ser tomadas pelo Ministério da Saúde, mas pelo gabinete de crise do Governo, e dando ao executivo até segunda-feira para aprovar as medidas em conformidade com a decisão e com a lei.

O secretário de Estado da Saúde, Roman Prymula, admitiu hoje à emissora pública nacional Radiozurnal que o alívio das restrições também se relaciona com "razões de constitucionalidade".

A República Checa, com 10,65 milhões de habitantes, regista 7.138 casos de infeção e 210 mortes associadas à covid-19, segundo números oficiais de quinta-feira.

Surgido em dezembro na China, o vírus SARS-CoV-2 espalhou-se por 193 países e territórios, tendo já infetado mais de 2,6 milhões de pessoas, 190 mil das quais morreram.

A Europa é a região do mundo mais afetada, com mais de 116 mil mortos e mais de 1,3 milhões de casos.

Itália (25.549 mortos, em quase 190 mil casos), Espanha (22.524 mortos, quase 220 mil casos), França (21.340 mortos, mais de 155.800 casos) e Reino Unido (18.738 mortos, mais de 138 mil casos) são os países europeus mais afetados.

Em Portugal, morreram 820 pessoas das 22.353 confirmadas como infetadas.

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