Covid-19: Irlanda prefere aconselhar em vez de obrigar o uso de máscaras

Lusa 29 de abril de 2020
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Leo Varadkar recordou que "a ciência ainda não é clara" sobre a eficácia dessa proteção face à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

O primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, defendeu, esta quarta-feira, que o uso de máscara em público deve ser "aconselhável" e não "obrigatório", ao argumentar que "a ciência ainda não é clara" sobre a eficácia dessa proteção face à pandemia de covid-19.

Irlanda coronavirus
Irlanda coronavirus REUTERS/Clodagh Kilcoyne

"Estamos a considerar de momento o uso por parte dos cidadãos de coberturas faciais, não vou chamar-lhes máscaras porque quero deixar claro que as máscaras devem ser reservadas para uso dos serviços de saúde", disse Varadkar.

O chefe do Governo de Dublin recordou "o que se está a passar em outros países", para considerar que a ciência é "discutível" e pelo facto de "algumas pessoas dizerem que é uma boa ideia e outras dizerem que é uma má ideia".

"Não é uma decisão clara, na qual a ciência te diz que é o correto. Creio que podemos decidir sobre esta questão [o uso da máscara] até ao final da semana. Pelo facto de a ciência ser tão incerta, não creio que tornemos o seu uso obrigatório, mas antes recomendável", argumentou o primeiro-ministro ('taoiseach') irlandês.

Varadkar decretou o confinamento obrigatório entre 28 de março e 12 de abril, prorrogado até 05 de maio, a data em que tem previsto fornecer detalhes sobre a seguinte fase da luta contra a pandemia.

Nesse sentido, considerou que o número de ingressos nas unidades de cuidados intensivos, de novos casos e de mortes "ainda não são suficientemente positivos para relaxar o confinamento", apesar de reconhecer que a situação pode alterar-se "até sexta-feira".

Na terça-feira as autoridades de saúde irlandesas informaram que a covid-19 provocou a morte de 1.159 pessoas num total de 19.977 infetados, com 9.485 casos "ativos" e 9.233 "recuperados".

Varadkar recordou que "mais de 100" doentes permanecem nas unidades de cuidados intensivos, apesar de "ontem [terça-feira] ter ocorrido o menor aumento diário de novos casos", mesmo com o "registo de novos infetados".

"Em relação ao plano de saída, estou confiante que podermos compartilhá-lo com a cidadania dentro de dois dias ou durante o fim de semana. Esse plano detalhará os passos que seguiremos para reabrir o país e a sociedade em fases diferentes", acrescentou o 'taoiseach'.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 217 mil mortos e infetou mais de 3,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 860 mil doentes foram considerados curados.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (58.355) e mais casos de infeção confirmados (mais de um milhão).

Seguem-se Itália (27.359 mortos, mais de 201 mil casos), Espanha (24.275 mortos, cerca de 212 mil casos), França (23.660 mortos, cerca de 169 mil casos) e Reino Unido (21.678 mortos, mais de 161 mil casos).

Por regiões, a Europa soma mais de 129 mil mortos (mais de 1,4 milhões de casos), Estados Unidos e Canadá mais de 61 mil mortos (mais de um milhão de casos), América Latina e Caribe mais de 9.800 mortos (mais de 189 mil casos), Ásia mais de 8.300 mortos (mais de 213 mil casos), Médio Oriente mais de 6.500 mortos (mais de 164 mil casos), África mais de 1.500 mortos (quase 35 mil casos) e Oceânia 116 mortos (mais de oito mil casos).

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