Abelardo De La Espriella tomou posse na sexta-feira e prometeu uma luta vigorosa contra o narcotráfico.
A administração Trump está a planear enviar um milhão de
euros à Colômbia para financiar projetos de segurança, anunciou o Departamento
de Estado dos Estados Unidos logo depois de Abelardo De La Espriella ter tomado
posse.
AP Photo/Matias Delacroix
No seu discurso o novo líder colombiano prometeu uma luta
vigorosa contra o narcotráfico, bem como medidas de austeridade para restaurar
a confiança na economia.
Abelardo De La Espriella, de 48 anos, venceu o segundo turno
das eleições em junho depois de uma campanha baseada em promessas de reprimir
grupos armadas, reduzir as despesas do Estada em até 40% e revitalizar o setor
do petróleo e gás.
A carregar o vídeo ...
Novo presidente da Colômbia toma posse e promete restaurar “ordem, autoridade e liberdade”
“Venho encerrar um longo capítulo de resignação nacional e,
junto com o povo, embarcar na transformação mais profunda do nosso destino”,
referiu Espriella no discurso de tomada de posse na sexta-feira. “Envio uma
mensagem firme ao povo colombiano: chegou a hora de restaurar a ordem, a autoridade
e a liberdade”, continuou.
O político de direita considerou que “os membros de gangues
criminosos e grupos narcoterroristas têm duas opções: submeter-se ao Estado de
Direito ou enfrentar a resposta determinada do Estado colombiano e das suas forças
de segurança” e defendeu que a opção de negociações de paz com os grupos armados
foi “completamente esgotada”.
Como resposta o Departamento de Estado dos Estados Unidos
emitiu um comunicado, também na sexta-feira onde avançava: “Como pedra angular
desta parceria renovada, os Estados Unidos, em colaboração com o Congresso,
pretendem anunciar um apoio de mil milhões de dólares [86 milhões de euros]
como parte de um pacote de segurança para apoiar o governo do presidente la
Espriella na conquista dos nossos objetivos comuns”.
A conquista de Abelardo De La Espriella faz parte de uma
recente viragem à direita na América Latina. No Peru, Argentina, Chile, Equador,
Bolívia e Panamá, a fragilidade económica e o aumento da criminalidade
remodelaram as prioridades dos eleitores, permitindo que candidatos da
extrema-direita ganhassem força ao prometerem medidas repressivas no meio de
uma ascensão global do nacionalismo de direita.
O novo presidente prometeu “erradicar definitivamente o
flagelo das plantações ilícitas” ameaçando o uso de herbicidas aéreos que não prejudicam
a saúde humana nem o meio ambiente para destruir a coca, planta utilizada na
produção de cocaína.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.