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China quer isenção de vistos e inovação digital para expandir turismo na Ásia-Pacífico

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Ministro da Cultura e do Turismo chinês reforçou que, "graças às expansões de transporte livre de visto", a região da Ásia-Pacífico tem "assegurado visitas mútuas" entre turistas.

Pequim quer políticas para facilitar a mobilidade na Ásia-Pacífico, nomeadamente em áreas como a isenção de visto, declarou este sábado o ministro do Turismo num encontro em Macau, marcado pela ausência de representantes de alto-nível norte-americanos.

Vista da cidade de Xangai, na China
Vista da cidade de Xangai, na China DIREITOS RESERVADOS

"A China está pronta para aprofundar a coordenação de políticas e medidas de facilitação, por exemplo, como em áreas de isenção de vistos e de pagamentos transfronteiriços", afirmou Sun Yeli na sessão de abertura da reunião ministerial do Turismo da Cooperação Económica da Ásia-Pacífico (APEC).

A 13.ª reunião ministerial e a 67.ª reunião do Grupo de Trabalho de Turismo da APEC arrancaram em Macau na quarta-feira e decorrem até domingo.

Para esta tarde, estava programada uma conferência de apresentação de resultados, com a presença de jornalistas, que foi cancelada, sem justificação, poucas horas antes da hora marcada.

Ainda sobre a política de vistos, o ministro da Cultura e do Turismo chinês reforçou que, "graças às expansões de transporte livre de visto", a região da Ásia-Pacífico tem "assegurado visitas mútuas" entre turistas.

Também o diretor-executivo do Secretariado da APEC disse na sexta-feira, em entrevista à emissora local Teledifusão de Macau, esperar que o encontro contribua para alcançar maior abertura e circulação de turistas na região.

"Cada um tem uma abordagem diferente em relação aos vistos (...) São adotadas muitas abordagens diferentes, por razões específicas, ou por razões tecnológicas ou burocráticas", disse Eduardo Pedrosa.

Ainda no que diz respeito à expansão do turismo, Sun Yeli afirmou hoje que a região deve "empoderar o setor" e "embarcar na inovação digital": "Devemos trabalhar juntos para aprofundar a integração do turismo e da tecnologia para que possamos ter melhores e maiores modelos de negócios para o desenvolvimento da indústria do turismo", continuou.

Sobre Macau - que não é membro da APEC e participa como economia convidada -, Sun indicou que, enquanto "ponte importante para a abertura da China e uma janela para a partilha das civilizações", a região administrativa especial "está a caminho de se tornar num ponto de turismo de lazer mundial".

"Oferece-nos uma plataforma para aprofundar a cooperação", refletiu.

A APEC é um bloco económico formado por 21 membros, fundado em 1993 com o objetivo de criar uma área de livre-comércio entre os membros.

De acordo com a organização, mais de 200 dirigentes reúnem-se ao longo destes dias para dialogar sobre as experiências de desenvolvimento sustentável de turismo, bem como traçar novos caminhos a explorar.

Os Estados Unidos, um dos 12 membros fundadores, anunciaram na quarta-feira a ausência de "participantes de alto-nível" na reunião ministerial, devido a restrições impostas à capacidade de prestar assistência consular de emergência a cidadãos norte-americanos no território.

Em comunicado, o Departamento de Estado sublinhou que "a segurança dos norte-americanos é uma prioridade" dos EUA e recordou que Washington mantém um aviso de viagem de nível 3 para o território, por "limitações impostas às equipas do Consulado-Geral em Hong Kong e Macau".

O Governo dos EUA indicou anteriormente ter uma capacidade limitada para prestar serviços de emergência a cidadãos norte-americanos em Macau devido às restrições de viagem impostas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês ao pessoal diplomático norte-americano.

"Mesmo em situações de emergência, o Ministério exige que todo o pessoal diplomático dos EUA, incluindo os acreditados junto da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau], solicite e obtenha vistos antes de entrar no território", destacaram as autoridades norte-americanas.

"A aprovação demora pelo menos cinco a sete dias, limitando de forma significativa a capacidade de oferecer serviços consulares atempados", acrescentaram.

Washington afirmou ter pedido repetidamente à China que levantasse estes requisitos de visto "arbitrários e direcionados". A solução, proposta quando Pequim decidiu acolher a reunião da APEC dedicada ao turismo, foi rejeitada, acrescentou o Departamento de Estado.