Sábado – Pense por si

Escolha a Sábado como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

ONU reforça sanções contra Coreia do Norte

05 de agosto de 2017 às 22:15
As mais lidas

Texto representa um êxito para os Estados Unidos, que conseguiram convencer a China e a Rússia a aumentar a pressão internacional sobre Pyongyang

O Conselho de Segurança da ONU adoptou este sábado, por unanimidade, uma resolução reforçando fortemente as sanções impostas à Coreia do Norte, que, se for respeitada, privará Pyongyang de mil milhões de dólares de receitas anuais.

Uma nova resposta aos programas balístico e nuclear norte-coreanos, o texto representa um êxito para os Estados Unidos, que conseguiram convencer a China - principal apoiante de Pyongyang - e a Rússia a aumentar a pressão internacional sobre a Coreia do Norte, acusada de ser uma "ameaça global".

A resolução 2371 visa proibir a obtenção de receitas das exportações norte-coreanas, nomeadamente nos sectores do carvão, do ferro e das pescas.

Esta nova resolução tem por objectivo obrigar Pyongyang a negociar, após o seu primeiro disparo de um míssil intercontinental, a 4 de Julho, considerado pelas grandes potências como uma ameaça para a segurança mundial.

A Coreia do Norte procedeu a 28 de Julho ao disparo de um segundo engenho similar. "[A resolução] permite enviar uma mensagem forte ao regime norte-coreano", congratulou-se a embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley.

Depois desses testes, é "mais que nunca urgente pôr termo aos programas nuclear e balístico norte-coreanos e de conduzir Pyongyang à mesa das negociações", disse o seu homólogo francês, François Delattre.

"Devemos fazer tudo o que pudermos para exercer pressão sobre esse regime, fazer pressão sobre Kim Jong-un e aqueles que o rodeiam, para que eles cheguem à conclusão de que é do seu interesse desnuclearizar", dissera antes H.R. McMaster, conselheiro para a Segurança Nacional do Presidente norte-americano, Donald Trump.

As novas sanções visam impedir as exportações norte-coreanas de ferro, minérios de ferro, chumbo, minérios de chumbo, peixe e crustáceos.

Em contrapartida, elas não dizem respeito, como referido no início das negociações, há um mês, ao abastecimento de produtos petrolíferos à Coreia do Norte.

O texto "impõe uma interdição em sectores inteiros das exportações" norte-coreanas, regozijou-se um diplomata que solicitou o anonimato.

Na resolução, a Coreia do Norte é acusada de efectuar um "desvio maciço dos seus fracos recursos" para continuar a desenvolver "armas nucleares e vários programas dispendiosos de mísseis balísticos".

Desde o primeiro teste nuclear norte-coreano, em 2006, a ONU impôs seis pacotes de sanções à Coreia do Norte, dois dos quais claramente mais severos que os anteriores, no ano passado, incluindo medidas que afectam a economia do país.